terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Green Building Council Brasil abre inscrições para MBA em construção sustentável

São Paulo - O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) realizará, em São Paulo, um curso de MBA em Construção Sustentável, em parceira com o Instituto Brasileiro de Extensão e Cursos (Inbec) e a Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). O curso com duração de 20 meses deve começar no dia 11 de março.
 
 
Segundo o GBC Brasil, o curso tem o objetivo de "capacitar os participantes em Construção Sustentável (Green Building) oferecendo conhecimentos que permitam aos participantes realizarem projetos e obras de empreendimentos sustentáveis, bem como se tornarem consultores em Construção Sustentável e Certificação Ambiental de Edificações."
 
A grade do curso inclui metodologias e tecnologias para projetar, gerenciar, avaliar e operar edificações sustentáveis, alinhadas aos princípios de eficiência energética e elevado desempenho ambiental. O programa de aulas enfatiza a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), criada pelo U.S. Green Building Council.
 
As inscrições podem ser realizadas pelo site do Inbec, sob pagamento de taxa de R$ 300 até o dia 11 de fevereiro e de R$ 400 após essa data.
 
Fonte: PiniWeb

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Para presidente, setor elétrico é a espinha dorsal do crescimento

A presidente Dilma Rousseff tem verdadeira obsessão pelo setor elétrico. Motivo: depois de trabalhar na área antes e durante o governo Lula, firmou a convicção de que o setor é a espinha dorsal para garantir crescimento econômico de 5% anual em seu mandato.

Estudiosa do setor, Dilma costuma citar o racionamento de energia do governo FHC como falha de planejamento que travou o crescimento da economia do país. 

Em 2001, o país foi obrigado a implantar um racionamento de energia elétrica que durou nove meses. Resultado: enquanto em 2000 o país havia crescido 4,3%, no ano seguinte o PIB (Produto Interno Bruto) subiu apenas 1,3%, frustrando as expectativas dos tucanos na véspera da eleição presidencial.

Dilma, inclusive, foi escalada ministra de Minas e Energia pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a missão de evitar um racionamento de energia durante seu governo. Não impediu, contudo, o registro de um apagão em novembro de 2009, também na véspera de uma eleição presidencial.
O apagão de Lula atingiu 18 Estados, deixando 88 milhões de pessoas sem eletricidade. Na época, o governo se enrolou ao tentar explicar os motivos do corte de energia, mas fez questão de dizer que a situação era diferente da do período tucano, não sendo necessário fazer um racionamento de energia.
Dilma já era nome certo como candidata do PT à Presidência e, num primeiro momento, o governo evitou que ela falasse com a imprensa. Uma tentativa de preservá-la de um desgaste eleitoral, o que acabou sendo considerado um erro.
Agora, no início de seu governo, Dilma convive com seu primeiro apagão. De dimensões menores do que o do governo Lula, mas de tamanho suficiente para reforçar nela a decisão de ter controle total sobre o setor elétrico e acompanhar de perto os principais projetos.
Ela não quer repetir 2001, quando o crescimento da infraestrutura energética não acompanhou o da economia brasileira. Por isso, considera essencial construir as hidrelétricas de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte (região Norte) e evitar gargalos num período em que o Brasil será sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas (Folha de S.Paulo, 5/2/11)
 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Impsa fecha contrato eólico de R$600 milhões com a Chesf

Companhia vai fornecer turbinas para usina na Bahia - que será a maior do País
Da redação

 
Crédito: Divulgação

A argentina Impsa anunciou a assinatura de um contrato de R$600 milhões com a Eletrobras Chesf. O acordo envolve o fornecimento de aerogeradores para o parque eólico que a estatal construirá em Casa Nova, na Bahia. Com previsão de entrada em funcionamento até 2012, a usina contará com 120 turbinas e somará uma capacidade instalada de 180MW. Quando em operação, o parque será o maior do País - recorde que atualmente pertence a Osório, no Rio Grande do Sul, com 150MW.
O diretor de Engenharia da Chesf, José Ailton de Lima, comemora o acerto do negócio. “Esse projeto é importante para a Chesf. Não só marca a nossa entrada no setor de energia eólica, como também a força de ser o maior parque do país, um parque que será apenas da Chesf”. A estatal ainda garante que utilizará mão-de-obra e matéria prima 100% local.
O contrato é fruto do leilão de energia realizado em 2010, no qual a Chesf alcançou resultado positivo junto com a Impsa que já havia sido selecionada como fornecedora dos equipamentos. “Estudamos o projeto e conseguimos desenvolver soluções para potencializar resultados e reduzir custos”, explica Paulo Ferreira, diretor comercial da Impsa Wind no Brasil.
Para o projeto, a IMPSA produzirá 120 aerogeradores de 1,5 MW cada, todos produzidos na planta da WPE em Pernambuco. As máquinas possuem rotor de 82 metros de diâmetro e cada torre tem 100 metros de altura do eixo do rotor.
 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Distribuidoras e consumidores participam de proposta de modelo de medidor eletrônico de energia

Representantes de distribuidoras de energia e de entidades de consumidores participaram na última quarta-feira (26/1) da audiência pública promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que debateu o modelo de medidor eletrônico de energia elétrica que deverá ser implantado em residências e estabelecimentos comerciais e industriais atendidos em baixa tensão no país.


Pela proposta da Aneel, os medidores vão permitir que os consumidores tenham acesso a informações sobre o consumo e o fornecimento de energia, além de possibilitar a comunicação remota entre consumidor e distribuidora. “Com a incorporação dessas novas funcionalidades, o medidor eletrônico deixará de ser um mero registrador de consumo e será um portal de comunicação seguro e interativo entre o consumidor e a distribuidora”, destacou o diretor da Aneel André Pepitone da Nóbrega.

A ideia é que os medidores também possibilitem a adoção de tarifas diferenciadas de acordo com o horário em que o consumidor utiliza a energia. “Com isso, o consumidor poderá optar por usar a máquina de lavar roupa à noite, quando a tarifa for mais barata, ou programar o ar condicionado para operar com menor potência quando a energia for mais cara”, exemplifica Nóbrega.

Entre as contribuições apresentadas pelos participantes da audiência pública estão o aumento do prazo para implantação do novo sistema, a inclusão dos consumidores de baixa renda e a liberdade para que as distribuidoras possam definir as localidades prioritárias para instalação dos novos medidores.

Alguns representantes sugeriram que os medidores possam ter suas funções ampliadas futuramente, e outros pediram que os novos aparelhos não concentrem as funções de inteligência, para evitar possíveis fraudes. Também foram apresentadas sugestões para que seja assegurada a qualidade dos medidores instalados e também para que as informações dos medidores sejam criptografadas, com o objetivo de garantir a segurança dos dados.

O representante do Sindicato dos Trabalhadores de Energia (Sinergia), Gentil de Freitas, lembrou que a instalação dos medidores eletrônicos poderá causar uma redução nos postos de trabalho, e sugeriu que as distribuidoras qualifiquem os empregados que trabalham atualmente na medição de energia para atuar em outras áreas da empresa.

Para Rosimeire da Costa, do Conselho de Consumidores de Energia (Concen), os clientes das distribuidoras devem ser orientados para entender e saber usar bem os novos medidores eletrônicos.

As sugestões sobre a mudança dos equipamento de medição podem ser encaminhadas à Aneel até hoje (28/1). Depois disso, a área técnica da agência avaliará as contribuições e o texto final deve ser votado pelos diretores até maio. A Aneel prevê um prazo de 18 meses para que as distribuidoras adotem os novos relógios de medição. A forma como será feita a substituição e os custos dessa operação serão estabelecidos pela Aneel em parceria com o Ministério de Minas e Energia, depois da definição da tecnologia que será adotada para os novos medidores.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ministério do Trabalho altera especificações da NR 18 para montagem e utilização de andaimes

Projetos de andaimes devem ser acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica. Confira as outras mudanças na Norma de Segurança
Por Mauricio Lima

Foi publicada, na segunda-feira (24), a portaria nº 201, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que altera a Norma de Regulamentação nº 18 (NR-18) na seção sobre a fabricação, montagem e utilização de andaimes. 
Uma das principais mudanças trazidas pela portaria é que os projetos de andaimes do tipo fachadeiro, suspensos e em balanço devem ser acompanhados pela respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). De acordo com a portaria, "somente empresas regularmente inscritas no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), com profissional legalmente habilitado pertencente ao seu quadro de empregados ou societário, podem fabricar andaimes completos ou quaisquer componentes estruturais". Além disso, devem ser gravados nos painéis, tubos, pisos e contraventamentos dos andaimes, de forma aparente e indelével, a identificação do fabricante, referência do tipo, lote e ano de fabricação.
As superfícies de trabalho e os montantes dos andaimes devem possuir travamento que não permita seu deslocamento ou desencaixe acidental. O piso de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, ser antiderrapante, nivelado e fixado ou travado de modo seguro e resistente.
Os trabalhadores devem utilizar cinto de segurança tipo paraquedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento, salvo situações especiais tecnicamente comprovadas por profissional legalmente habilitado.
O novo texto ainda proíbe o trabalho em andaimes na periferia da edificação sem que haja proteção tecnicamente adequada, fixada à estrutura da construção por meio de amarração e estroncamento, de modo a resistir aos esforços a que estará sujeito.
Os andaimes cujos pisos de trabalho estejam situados a mais de um metro de altura devem possuir escadas ou rampas. Os andaimes de madeira somente podem ser utilizados em obras acima de três pavimentos ou altura equivalente. Ainda, a ancoragem da torre é obrigatória quando a altura for superior a 9 metros.
A área sob a plataforma de trabalho deve ser devidamente sinalizada e delimitada, sendo proibida a circulação de trabalhadores dentro daquele espaço. Além disso, os andaimes suspensos devem possuir placa de identificação, colocada em local visível, onde conste a carga máxima de trabalho permitida.
A maioria dos subitens entrou em vigor na segunda-feira. O subitem sobre a identificação dos andaimes entra em vigor em doze meses, enquanto o subitem que estipula que "é vedada a utilização de guinchos tipo catraca dos andaimes suspenso para prédios acima de oito pavimentos, a partir do térreo, ou altura equivalente" entra em vigor somente em 48 meses.
Para acessar as mudanças na NR 18, clique aqui.

Fonte: www.piniweb.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Abengoa pretende instalar usina piloto no Estado com capacidade em torno de 3MW
Da redação
 
Crédito: Getty Images

A Abengoa Brasil, subsidiária local da espanhola Abengoa, esteve reunida na última semana com a secretaria da Fazenda do Estado do Piauí. Durante o encontro, o responsável pelo setor comercial e de novos negócios da companhia, Marcelo Araújo, revelou a intenção da companhia de investir na construção de uma usina para a geração de energia solar no Estado.
A planta piloto é prevista para a região de Ribeiro Gonçalves e deve ter uma capacidade instalada em torno de 3MW. Uma vez que a Abengoa é a responsável pela operação de uma linha de transmissão na região, a ideia é de que parte da energia gerada pelo sol seja utilizada para suprir os serviços internos da linha. "Vamos discutir o que faremos com o excedente - se poderia ser colocado na rede de suprimento local ou na rede de distribuição da Cepisa. O importante é que será usufruído pela comunidade", explica Araújo.
Os recursos para a instalação do empreendimento virão da verba da companhia para projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). O representante da Abengoa também já se reuniu com o governador do Piauí. De acordo com o governo, a empresa promete tentar ampliar sua carteira de negócios no Estado.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Grupo lança selo de energia eólica para produtos

Etiqueta vai diferenciar empresas que usam energia dos ventos na produção das mercadorias
Da redação
Crédito: Stock Xchng

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (18/1), durante encontro em Abu Dabhi, o lançamento do selo WindMade - criado para identificar produtos fabricados com o uso de energia eólica. A medida é resultado de uma parceria entre a entidade, a organização ambientalista WWF, a fornecedora de aerogeradores Vestas e outras empresas.
A etiqueta é a primeria iniciativa global nesse sentido e tem como objetivo oferecer ao consumidor o poder de escolha por um produto ambientalmente sustentável. O secretário geral do GWC, Steve Sawyer, afirma que a ideia é atender a uma demanda dos próprios consumidores que queiram fazer algo contra a mudança climática.
De acordo com um comunicado emitido após o lançamento, os promotores da iniciativa realizaram uma pesquisa de mercado antes de tornar realidade o selo. Os resultados teriam apontado que 92% dos entrevistados acreditam que as fontes renováveis de energia são uma boa solução para reduzir os efeitos da mudança climática. Segundo os responsáveis pela WindMade, a maioria também garantiu que, caso pudesse escolher, daria preferência a produtos feitos com energia eólica, "mesmo que custem um pouco mais".
"Queremos construir uma ponte para a energia limpa entre os consumidores e as empresas responsáveis e dar ao consumidor a opção de escolher produtos mais sustentáveis", explica o presidente da Vestas, Ditlev Engel. O executivo ainda diz que espera que mais companhias se juntem à iniciativa.
Segundo os promotores da etiqueta, um grupo técnico de especialistas está elaborando o que será o proceesso de certificação para se obter o selo. A iniciativa será apresentada com mais detalhes em uma reunião durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em junho.