terça-feira, 17 de agosto de 2010

Energia solar já pode ser mais barata que a nuclear, afirma estudo

Pesquisadores analisaram cenário na Carolina do Norte e apontaram vantagens das usinas fotovoltaicas
Em um estudo entitulado "Custos solares e nucleares", pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, afirmam que a energia gerada por usinas fotovoltaicas já pode ser mais barata que a proveniente de centrais nucleares. O trabalho leva em conta análises feitas no próprio estado, onde o preço do kwh gerado pelas placas solares está em US$0,16.
O texto aponta que as instalações nucleares buscam diversas subvenções públicas, transferindo os riscos financeiros adicionais aos clientes das companhias de energia e aos contribuintes.

Além disso, essas usinas sofreriam constantes atrasos e cancelamentos durante sua implantação. Em outros casos, problemas no planejamento estariam levando a recorrentes aumentos nos orçamentos propostos para as usinas da fonte.
Enquanto isso, o crescimento da indústria solar e de fornecedores, as novas tecnologias aplicadas e seus benefícios ambientais são indícios de que "o custo da energia solar está diminuindo, enquanto o custo da energia nuclear aumentou nos últimos oito anos". O estudo afirma que o orçamento para a instalação de um reator nuclear passou de US$3 bilhões para uma média de US$10 bilhões.
A análise compara os custos e os incentivos para ambas as tecnologias, baseado em relatórios sobre a energia fotovoltaica e as estimativas de custos de construção de nucleares. As comparações incluem tanto painéis solares instalados em residências e empresas quanto grandes parques de geração da fonte.
Abaixo, gráfico que consta no estudo, com a evolução do preço das duas fontes ao longo do tempo. De acordo com os pequisadores, a energia solar chegou a um "ponto histórico" que atesta sua viabilidade comercial.
Clique aqui para acessar a íntegra do estudo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mão de obra especializada é fator decisivo para setor da construção civil

Para crescer cada vez mais a área da construção civil precisa receber mais investimentos na qualificação do profissional
Por: Lilian Julio – Vogg Branded Content
A escassez de mão de obra qualificada se tornou um problema no dia a dia de muitas empresas e, no segmento da construção civil, não é diferente. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o setor é um dos quatro no país que, este ano, sofrerão com a falta de qualificação profissional. E para evitar este cenário é que muitas empresas brasileiras, como concreteiras, pré-fabricados, artefatos de cimento e construtoras, passaram a investir em cursos profissionalizantes aos funcionários.
O déficit de trabalhadores preparados para atender a demanda da construção civil no país, de acordo com a pesquisa do Ipea, será de pouco mais de 38 mil pessoas. A previsão do instituto é para o ano de 2010. A falta de profissionais qualificados vem sendo agravada pelo salto econômico e crescimento da construção civil nos últimos anos, impulsionada, principalmente, por grandes obras públicas.
A previsão do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é de que o segmento da construção industrializada cresça em torno de 8,8% no Brasil, só este ano. E, por isso, o mercado exige mais preparo profissional de quem for atuar em obras.
Soluções
Para solucionar este problema a qualificação precisa ser estimulada. “O ideal é que seja uma ação conjunta entre empresas, governo e profissionais”, afirma o engenheiro civil, Marcelo Ulsenheimer, gerente técnico comercial da empresa Blocaus.
MarceloUlsenheimer
De acordo com Marcio Alencoi, profissional do ramo da construção civil há mais de 15 anos, leitor do Blog Massa Cinzenta e que idealizou um curso de capacitação, o perfil do profissional de construção civil mudou. “Há alguns anos era o peão de obra, mas hoje é um colaborador da empresa. Temos mais garantias, então precisamos oferecer cada vez mais um trabalho melhor”, avalia Alencoi.
Luiz R. Gasparetto
É possível ainda aprender no próprio canteiro de obras. “Via de regra os profissionais acabam aprendendo a função sem cursos formais, no próprio local de trabalho”, afirma Luiz Roberto Gasparetto, coordenador técnico da escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em São Paulo.  “A capacitação no canteiro é sempre muito rápida e existem elementos importantes para a construção civil que não são trabalhados nestes momentos”, analisa. De acordo com Gasparetto estes elementos são: a normatização, a segurança, o orçamento, as propriedades dos materiais, o processo construtivo e a preservação do meio ambiente. “Quando é um profissional qualificado ele procura seguir todas as normas. Se não tem essa formação pode comprometer o resultado final da obra”, pondera Gasparetto.
João Alves Junior, encarregado de suprimentos da Sial Construções, concorda. “Quando o profissional não é qualificado temos um prejuízo muito grande durante o processo da obra, que envolve perda de tempo, retrabalho e desperdício de material”, afirma Junior. “Dois fatores interferem no resultado final: qualidade de material e mão de obra, ou seja, se não tivermos uma mão de obra competente, o bom material será ineficiente”.
João Alves Junior
Além do resultado final da obra ser comprometido, a falta de qualificação da mão de obra prejudica o próprio trabalhador. “Ele acaba sendo um simples fazedor de tarefas. Quando passa por uma formação ele conhece o processo construtivo e pode até questionar os métodos de trabalho, e assim a probabilidade de cometer um erro grave na obra é menor”, afirma Gasparetto.
Iniciativas
A Sial Construções é um exemplo de empresas que apostaram em cursos profissionalizantes dentro do ambiente de trabalho, focando nos trabalhadores. “Procuramos sempre treinar os profissionais, seja na própria obra ou mandando-os para uma escola técnica e arcando com as despesas de um curso mais formal”, afirma Junior.
Outra empresa que segue essa tendência é a Blocaus, que promove mensalmente um curso de assentador de blocos de concreto (seu principal produto) juntamente com a Cimento Itambé e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). “Existe uma carência muito grande de mão de obra qualificada. Esse dia gasto no nosso curso é recuperado em uma semana de trabalho, pois os trabalhadores aprendem a executar a obra de forma correta”, afirma Marcelo Ulsenheimer, gerente técnico comercial da Blocaus. (veja mais informações sobre o curso abaixo).
A Cimento Itambé desde 1998 tem um programa de treinamento de mão de obra para a construção civil totalmente gratuito. É o TIMÃO, que já realizou 1.494 palestras para 38.125 pessoas de todos os níveis de trabalhadores. Atende todos os segmentos da construção civil e universidades, com mais de 20 temas. Mais detalhes no site da Itambé (www.cimentoitambe.com.br), onde as solicitações podem ser feitas para o público da região sul.
Cursos
- O curso promovido pela Blocaus, juntamente com a Cimento Itambé e a ABCP, possui carga horária de 8 horas. “Sabemos que a pessoa não vai sair dali especialista, mas a nossa intenção é que saiba para que serve cada bloco da alvenaria estrutural e como utilizá-lo da melhor forma”, explica Marcelo Ulsenheimer.
- O curso existe há 10 anos e surgiu da necessidade de expandir o mercado para a alvenaria estrutural.
- É realizado na fábrica da Itambé, no município de Balsa Nova, e o transporte é custeado pelas empresas. “O curso é gratuito e é procurado por várias construtoras que enviam grupos de funcionários para a capacitação”, disse Ulsenheimer.
- O curso de Alencoi é dividido em quatro módulos:
- Auxiliar de pedreiro, carpinteiro, ferreiro e pedreiro.
- Cada módulo possui carga horária de 50 horas, mas ainda é um projeto piloto.
Opiniões
Apesar das iniciativas de algumas empresas, é necessário que haja mais investimento nessa área. “Mais empresas deveriam se empenhar em treinar a mão de obra, porque assim todos vão sair ganhando”, afirma Ulsenheimer. “Até mesmo os sindicatos do setor podem promover cursos de capacitação para os filiados, e assim a categoria poderá ganhar melhores salários”, sugere João Junior, da Sial.
“A capacitação da mão de obra é de extrema importância e todos devem se preocupar com ela”, explica Gasparetto coordenador técnico da escola Senai. “Todo o processo construtivo vai ter qualidade na medida em que utiliza um projeto bem elaborado, materiais certificados e profissionais qualificados. O conjunto é importante para o sucesso da obra”, ressalta.
A responsabilidade de qualificação não deve partir apenas das empresas. “O governo tem uma visão de investir na qualificação profissional, mas a construção civil está sendo deixada de lado. Fora das empresas é muito difícil achar cursos sobre isso”, explica Marcio Alencoi. “Foi percebendo essa necessidade que também resolvi criar um curso de capacitação em módulos”, argumenta ele.
Entrevistados
Marcio Alencoi
- Estudante de Edificações
- Trabalhador da construção civil há mais de 15 anos
- Morador de Canoas, no Rio Grande do Sul, está promovendo um curso na sua região para qualificar a mão de obra da construção civil.
- Leitor do Massa Cinzenta
Email: tecmarcioalencoi@gmail.com
Luiz Roberto Gasparetto
- Coordenador técnico da escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, em São Paulo.
- Trabalha há 19 anos no Senai com formação profissional, e há 12, especificamente, na Construção Civil.
Email: lgaspare@sp.senai.br
João Alves Junior
- Encarregado de suprimentos na Sial Construções.
- Está na empresa há 18 anos e atua na área da construção civil há 22 anos.
Email: compras01@sial.eng.br
Marcelo Ulsenheimer
- Engenheiro civil com pós-graduação em Planejamento e Gerenciamento Estratégico.
- Trabalha com alvenaria estrutural há 10 anos.
- Gerente técnico comercial da Blocaus.
Email: marcelo@blocaus.com.br

Abeeólica cria grupo para estudar viabilidade da fonte no mercado livre

Entidade também revela que Gamesa, Acciona e Clipper estão de olho no potencial eólico nacional

Crédito: Abeeólica  
O presidente da Abeeólica, Ricardo Simões
Às vésperas dos leilões de fontes alternativas e de energia de reserva, o mercado eólico brasileiro está agitado. Desde a realização do primeiro certame exclusivo para a fonte, em dezembro do ano passado, novos fabricantes anunciaram instalações de indústrias no País e a movimentação do setor cresceu.

Decidido a dar mais espaço à energia renovável, o governo optou este ano em utilizar parques eólicos, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas a biomassa para atender à demanda das distribuidoras de energia para 2013, transformando o leilão A-3 em de uma licitação de fontes alternativas. O certame traz novas regras, que permitem inclusive a venda de excedentes de energia eólica para o mercado livre.

O leilão e as novas diretrizes agradaram à Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), diz Ricardo Simões, presidente da entidade, que conversou com o Jornal da Energia. O executivo está otimista para a licitação e espera a contratação de até 3.000MW da fonte pelo governo. "É preciso que seja contratado um volume grande, para criar escala", afirma o executivo.

O presidente da Abeeólica também vê como positiva a possibilidade de venda de excedentes pelos parques eólicos e revela que a associação criou um grupo de trabalho para estudar a viabilidade da comercialização da energia da fonte no mercado livre. "Vamos enviar as sugestões ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel", garante.

Simões também adiantou que novos players estão estudando a entrada no País, como as espanholas Gamesa e Acciona e a americana Clipper, todos fabricantes de aerogeradores. "Existe uma janela de oportunidade muito clara para o País desenvolver a fonte", prevê o executivo.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Qual é a expectativa da Abeeólica para os leilões de reserva e de fontes alternativas?
Esperamos que o governo contrate entre 2.000MW e 3.000MW em projetos eólicos. Dos projetos que se cadastraram, acredito que empreendimentos que somem algo entre 6.000MW e 8.000MW em capacidade instalada devam depositar as garantias.
Ainda há pendências em relação aos certames?
A Abeeólica fez uma série de contribuições na consulta pública aberta pela Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) e elas foram atendidas em boa parte, como a questão de diminuir o lote mínimo para 0,1MW médio. Entretanto sob alguns pontos do leilão ainda pairam algumas dúvidas no mercado e estamos aguardando as respostas dos pedidos de informações que foram feitos à Aneel. Depois disso, poderemos fechar uma visão global sobre o edital. Restam dúvidas quanto à questão [do cálculo] da energia assegurada, de potência associada dos parques e outros fatores.
As novas regras para o leilão de fontes alternativas abriram a possibilidade de as usinas eólicas venderem excedentes de energia. Qual a opinião da associação sobre esse ponto?
A avaliação que temos é positiva. A gente entende que isso pode começar a viabilizar a eólica no mercado livre. Hoje, ela ainda não é viável nesse setor. Existem players trabalhando nisso, alguns já fizeram contratos, mas é algo ainda para se iniciar. A fonte precisa ter um critério de contabilização com um período longo como horizonte, porque, em razão da incerteza do recurso [o vento], se você faz a contabilização mensal fica difícil vender essa energia no ambiente livre. Se você passa a considerar períodos anuais ou bianuais de contabilização, provavelmente vai haver espaço para comercializar essa energia.
A associação tem contribuições e propostas nessa área?
Sim. A Abeeólica está montando um grupo de trabalho que vai ter como responsável a nossa diretora Laura Porto. E a coordenação do trabalho vai ficar a cargo da CPFL Energia. Esse grupo deve começar a trabalhar intensamente após o leilão para levar sugestões ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel com relação a regras que viabilizem a comercialização da energia eólica no mercado livre.
Qual a importância das ICGs para o setor?
A regulação de ICGs teve um avanço substancial, porque agora o governo conseguiu dar uma garantia da licitação da ICG prévia ao leilão. A regulamentação [das centrais] teve um avanço grande desde que foi criada. Entendemos que é um instrumento extremamente válido no sentido de viabilizar a conexão das usinas eólicas. Vemos através de nossos associados que existe uma dificuldade muito grande de conexão em alguns locais, como no Ceará e no Rio Grande do Norte. Então estamos, através de nossa diretoria no Norte e Nordeste, fazendo o estudo de uma linha de transmissão, que vamos sugerir ao planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que vai contribuir no sentido de melhorar a conexão das usinas no litoral do Nordeste, principalmente nos Estados da Paraíba, Rio grande do Norte, Ceará e Maranhão. Fizemos uma carta convite a alguns consultores especializados em transmissão e estamos analisando essas propostas. Acreditamos que em cerca de seis meses tenhamos esse trabalho concluído. Nesse mesmo período devemos concluir os estudos sobre o mercado livre.
Tivemos recentemente novos fabricantes anunciando a instalação de fábricas no País, como Alstom, GE e Suzlon. Outros nomes têm procurado a associação para se instalar por aqui?
Sabemos que a Gamesa (empresa espanhola) está com interesse no País, assim como a Acciona (também da Espanha). Tem também a Clipper (fabricante americana), que já está com escritório montado no Brasil e deve estar nos próximos meses mais ativa no mercado.
Com esses fabricantes, deve chegar por aqui uma nova geração de equipamentos?
Naturalmente. A estagnação econômica em que se encontra o mercado europeu e a abertura desse novo mercado de energia eólica no Brasil, que é um País com um potencial gigantesco, fará com que nos tornemos certamente uma plataforma de produção de equipamentos e componentes. Isso se continuarmos realizando leilões exclusivos da fonte, e em patamares superiores a 2.000MW. Existe uma janela de oportunidade muito clara para o Brasil com a crise na Europa. Isso é muito bom, porque vai aumentar a competitividade dessa forma de geração e isso vai refletir no preço. Por isso é necessário que haja novos leilões exclusivos.
Recentemente algumas usinas eólicas tiveram desentendimentos com o Ministério Público. Isso causa alguma preocupação no setor?
Entendemos que isso são coisas pontuais. Se aqui ou ali você tem um problema com o ambiente ou com o MP, você tem que dialogar e identificar onde está o problema. Com o diálogo e a concretização dos parques, isso deve desaparecer. A energia eólica é a menina dos olhos dos ambientalistas. É uma fonte limpa, renovável, que não desaloja ninguém.
O que a fonte ainda precisa para alavancar de vez?
Volume. Precisa de volume. O governo tem que contratar mais volume de energia para a gente ser mais competitivo e transformar a energia eólica em (uma indústria com) uma plataforma de fabricação grande. Se fizermos leilões e contratação de mais de 2.000MW por um período de 10 anos, consolidaremos a fonte, que precisa de escala para ser mais competitiva.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Usina Energia Eólica De Água Doce - Palmas - PR – um álbum no Flickr

Usina Energia Eólica De Água Doce - Palmas - PR – um álbum no Flickr: "–
Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Como economizar energia elétrica na soldagem

A economia de energia elétrica ou a sua utilização eficiente deve ser uma preocupação constante daqueles que executam qualquer soldagem para que os seus custos de solda e, consequentemente, os da empresa não sejam prejudicados. Em muitos países este cuidado é comum e fundamental no momento da aquisição do equipamento de solda. Entre as características avaliadas quando se vai adquirir um desses equipamentos está não somente o preço, mas também a eficiência elétrica, a segurança, o ciclo de trabalho, a garantia, o custo de manutenção, entre outros pontos.

Na soldagem elétrica, processo que corresponde por mais de 70% das soldas executadas na indústria metal-mecânica, o calor utilizado para fusão do metal provem da energia da rede elétrica, na qual a fonte de solda está conectada. Este calor é gerado pela corrente e tensão no arco elétrico.

Muitos negócios são realizados somente pensando no investimento financeiro, deixando de lado os aspectos técnicos. Mas este esquecimento pode custar muito caro para a operação. Um exemplo clássico de desperdício e perda de energia elétrica são os pequenos transformadores, vendidos aos milhares mensalmente, para uso, principalmente, por serralherias e em pequenos serviços de manutenção.

O usuário compra estes transformadores devido ao seu baixo preço, mas esquece de considerar os pontos acima. Muitos não possuem chave para desligar o equipamento quando não está em uso e não oferece nenhuma proteção térmica ou elétrica que possa proteger o soldador ou o patrimônio do usuário. Além disso, são Bifásicos – por força da tecnologia – o que aumenta ainda mais o consumo de energia. Quando não estão soldando ficam ligados e consumindo - é como deixar uma torneira de água aberta ao sair de casa.

Nas aplicações industriais, onde utilizam-se processos de soldagem que apresentam maior demanda de energia devido à potência de solda necessária, as fontes de solda são, normalmente, trifásicas – por causa da tecnologia e processos – e podem também gerar grande desperdício de energia com aumento expressivo nos custos da produção, se não forem adquiridas corretamente ou se apresentarem baixa eficiência elétrica.

A fonte de solda ideal seria aquela que apresenta uma relação de 1:1, ou seja, se a energia na saída da fonte for mesma da retirada na rede elétrica - o que seria uma eficiência elétrica de 100%. Como isto não é possível e sempre há perda de energia causada pela resistência interna da fonte, o mercado oferece fornecedor de equipamentos de solda com fontes que apresentam menor ou maior eficiência elétrica e isto é fundamental quando se adquire o produto.

Algumas fontes de solda, mesmo industrial, apresentam eficiência elétrica abaixo de 60%, ou seja, 40% de energia elétrica é desperdiçada sem ser consumida. No final do mês, a empresa paga este desperdício e pode chegar a exceder a demanda contratada com a concessionária da energia elétrica.

Isto sem citar os geradores de solda rotativos, ainda em uso em muitas empresas, que consomem uma enorme quantidade de energia mesmo sem soldar - mais de 80 kW/hora. A fonte de solda, quando não está soldando, consome energia elétrica pelo sistema de ventilação e alimentação dos controles internos, o que é chamado de consumo de energia em vazio.

Muitas outras causas ocasionam desperdício de energia e custos elevados de manutenção causados pelo equipamento de solda, tais como a alta impedância nos circuitos, harmônicas na rede elétrica, utilização incorreta do equipamento ou processo, fonte de solda super ou sub-dimensionada, entre outros. 
Fonte: Portal CIMM

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CEEE fará mapeamento eólico da região sul

A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) anunciou nesta segunda-feira (09/08), a contratação da empresa Inova Energy, para a realização de estudos dos fenômenos atmosféricos para determinação da velocidade do vento.

 Previsão é de que o estudo seja concluído em setembro
Os estudos fazem parte da primeira fase do projeto de prospecção de energia eólica da companhia. Após o processo de análise, serão elaborados dois mapas eólicos da região sul do Estado do Rio Grande do Sul. Um em Bagé e outro entre Rio Grande e Pelotas, com áreas de 225 km², cada. Esses mapas, juntamente com as visitas técnicas a serem realizadas, irão determinar os locais mais favoráveis para implantação dos sistemas de monitoramento eólico.
De acordo com a Divisão de Expansão da Geração da CEEE, a previsão é de que o estudo seja concluído até o início de setembro. A segunda fase, denominada de campanha de medição, será composta por aquisição (em fase de licitação), instalação e operação de equipamentos de medição de ventos (anemômetros, windvanes, dataloggers, etc) e irá se estender entre 12 e 18 meses.
A terceira e última fase do trabalho é o projeto de parques eólicos. Além dos estudos de micrositing (posicionamento dos aerogeradores), estão previstos, ainda, a Certificação de Medições Anemométricas, a simulação da Produção Anual de Energia e o Memorial Descritivo dos parques eólicos, entre outros.
Após a finalização do estudo, o Grupo CEEE irá encaminhar os documentos para registro na Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) e na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que os projetos sejam disponibilizados para venda em leilões de energia.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Fórum sobre Práticas com Inventários de Emissões de GEE no Setor de Energia

O Portal Ambiente Energia promoverá no dia 19 de agosto, no Rio de Janeiro, o 1º Fórum sobre Práticas com Inventários de Emissões de GEE no Setor de Energia. 


O fórum vai colocar em foco os cases das cinco empresas do setor energético que participam do Programa Brasileiro GHG Protocol – Petrobras, Eletrobras Furnas, EDP no Brasil, Cesp e Copel. Elas integram uma seleta lista de 35 empresas brasileiras que participam do Registro Público de Emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa). Além de mostrar as iniciativas destas cinco empresas, o objetivo principal do fórum é estimular a troca de conhecimentos e experiências sobre o tema entre as empresas do setor de energia.
O Fórum sobre Práticas com Inventários de Emissões de GEE no Setor de Energia é uma iniciativa independente do Ambiente Energia, veículo de comunicação que busca trazer novos temas para o primeiro plano da pauta do setor de energia. O evento é portanto dissociado das atividades do Programa Brasileiro GHG Protocol e do Centro de Estudos em Sustentabilidade – GVces – FGV-EAESP, coordenador deste importante programa do país.
O fórum já conta com o apoio do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE), da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc).
O fórum terá como resultado final a publicação de um “guideline”, uma publicação jornalística que vai mostrar a experiência das empresas de energia na elaboração de seus inventários de emissões de GEE e dos seus resultados trazendo a cobertura dos debates do evento.