segunda-feira, 25 de agosto de 2014

RS terá o maior parque gerador de energia eólica da América Latina

A demanda brasileira vai triplicar até 2050, chegando a 1.624 terawatt-hora (Twh), segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 

Neste cenário, a energia eólica terá papel importante na geração futura de energia no país: o Brasil é um dos países com maior potencial para esta fonte de energia. 

Além disso, a energia gerada pelos ventos está cada vez mais competitiva. O seu custo de produção é baixo e, como fonte limpa e renovável, evita o aquecimento global.

Toda a energia produzida pelas eólicas do Rio Grande do Sul será conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por uma linha de transmissão de 500 quilômetros de extensão
Reprodução
Toda a energia produzida pelas eólicas do Rio Grande do Sul será conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por uma linha de transmissão de 500 quilômetros de extensão


Com apoio do Governo Federal, está sendo construído no Rio Grande do Sul o maior complexo de energia eólica da América Latina, que vai gerar mais de 550 megawatts (MW) de energia, o suficiente para abastecer uma cidade com 3,4 milhões habitantes. 





São três grandes parques eólicos em obras – dois deles contam com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2): o Parque Eólico Geribatu (em Santa Vitória do Palmar) e o de Chuí (em Chuí, extremo sul do País). O terceiro é o de Hermenegildo, também em Santa Vitória do Palmar.

Toda a energia produzida pelas eólicas do Rio Grande do Sul será conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por uma linha de transmissão de 500 quilômetros de extensão. 

A linha está sendo construída entre Santa Vitória do Palmar e Nova Santa Rita.

Atualmente, a energia dos ventos é responsável por apenas 2,2% do total fornecido pelo parque gerador elétrico brasileiro. 

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) aponta que as usinas eólicas em operação no país geraram 1,3 GW em junho deste ano, 141% a mais do que no mesmo mês de 2013 (539 MW – que equivalia a 0,9% do total).

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Geração de usinas eólicas em junho tem maior resultado da história

Agência Estado


A geração das usinas eólicas em atividade no Brasil atingiu a marca de 1.228 MW médios em junho, o maior resultado mensal da história segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

A geração cresceu 127,2% em relação aos números de junho do ano passado. O fator de capacidade médio ficou em 36% em junho, uma expansão de dez pontos porcentuais em igual base comparativa.

A maior geração registrada em junho acompanha a expansão do parque eólico gerador brasileiro, composto agora por 134 usinas. Apenas em junho houve a adição de três usinas. Desde janeiro, houve uma adição de 44 empreendimentos ao parque nacional.

A capacidade instalada do conjunto de usinas eólicas em operação no Brasil chegou ao final de junho em um total de 3.388 MW, o que representa acréscimo de 55,3%, ou 1.207 MW, desde o início do ano. 

Mais da metade da capacidade instalada do País está associada a projetos incluídos em leilões de energia, com um total de 1.794 MW (52,9% do total).

A garantia física decorrente desses empreendimentos soma 885 MW médios. Do total de 134 usinas eólicas em operação comercial no Brasil, 80 possuem garantia física definida em ato regulatório.

Regiões
O Nordeste respondia em junho por 74,3% (2.517 MW) da capacidade instalada do País, com 99 usinas em operação. 

No semestre, a capacidade foi ampliada em 73,5% na comparação com o final de dezembro de 2013. "Com 943 MW médios entregues no período, a alta foi de 160% na comparação com o desempenho em junho de 2013", destacou a CCEE.

Na sequência aparece a região Sul, com 24,9% (844 MW) do total e 34 usinas. A energia gerada foi de 279 MW médios, expansão de 59% em relação a junho do ano passado.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Usina fotovoltaica da Petrobras inicia operação em teste

Empreendimento no Rio Grande do Norte está orçado em R$20,9 milhões

Da redação


Crédito: Johan Boulhuis/StockXchng



A usina solar fotovoltaica da Petrobras, Alto Rodrigues, foi autorizado a iniciar a operação em teste de 1MW pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

O projeto foi orçado em R$20,9 milhões, e a energia gerada será utilizada pela própria companhia.

A planta está instalada em Alto Rodrigues, Rio Grande do Norte, e ocupa o terreno da termelétrica Jesus Soares Pereira, também da Petrobras. 

O projeto foi desenvolvido com o objeitvo de contribuir para aperfeiçoamento dos dados públicos sobre geração de energia fotovoltaica, para a expansão da rede de laboratórios de ensaios e certificação de equipamentos e para a formação de profissionais de nível técnico e superior dedicados a essa área.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Economia :: Brasil investe na expansão da energia eólica

O Brasil vem apostando na expansão da energia eólica, que tem vantagens por ser renovável e limpa. Além disso, o custo dessa energia está diminuindo, tornando-a mais competitiva. 

Atualmente, o Brasil conta com 151 usinas eólicas, com capacidade instalada de mais de 3 mil MW por mês. A previsão é de que até 2023, a energia eólica represente 11% da produção total de energia no país.

FONTE TV NB



Via www.agrosoft.org.br

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Pesquisadores aprimoram tinta que permite captação de energia solar

Pesquisadores do departamento de Física e Astronomia e do setor de Química e Engenharia Biológica da universidade de Scheffield (Inglaterra) estão aprimorando um método de captação de energia solar por meio de semicondutores baseados no mineral perovskita; painéis solares, como mostra a imagem acima, podem ficar obsoletos.

O projeto tem gerado resultados notáveis quanto à sua eficiência – o protótipo do painel solar atinge 11% dos seus 19% totais de desempenho quando colado à prova. 

“Há muito entusiasmo em torno do perovskita com base no efeito fotovoltaico (potencial de tensão ou corrente elétrica de um material)”, diz David Lidzey, pesquisador responsável por chefiar o estudo.

A pintura de painéis baseados no composto é um processo barato quando comparado à fabricação dos semicondutores de energia atuais. No futuro, o mesmo método utilizado pelas montadoras de carros poderá cobrir latarias com tinta de perovskita. 

“Esta classe de material oferece um potencial notável que possibilita a combinação de células solares de alta eficiência com custos de produções baixos de fotovoltaicos”, comenta Lidzey.

Usar o composto baseado no mineral perovskita para captação de energia solar não é uma ideia necessariamente nova – pesquisas em torno deste processo começaram a ganhar destaque principalmente a partir de 2012. 

O desenvolvimento de tinta a dispositivos capazes de absorver radiação também é um processo conhecido por engenheiros (leia mais aqui).
Método de pintura usada por indústrias automobilísticas poderá ser adotado.
O trunfo da atual empreitada consiste no uso do novo composto (o perovskita é baseado em cálcio com óxido de titânio). Há alguns anos, o potencial de absorção, captação e criação de corrente elétrica através de uma pasta de perovskita ficava em apenas 1%.

Espera-se que as pesquisas atuais sejam capazes de criar processos de aplicação do material em escala industrial. 

“Este é um passo eficiente que permite a produção de dispositivos com células solares a baixo custo por meio de métodos de grande escala”, conclui o pesquisador. 

É provável, desta forma, que até mesmo aparelhos móveis (como smartphones, tablets ou notebooks) sejam revestidos com pintura que possibilita recarga no futuro.
FONTE(S)Universidade de Sheffield
IMAGENS Feedblitz
Fonte: www.tecmundo.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A Revolução Eólica (46) – Mais três parques eólicos no Pampa

Começa esta semana a construção de mais três parques eólicos na região do Cerro Chato, em Santana do Livramento (RS), na fronteira com o Uruguai, em pleno pampa.
O projeto, fase 2 do Complexo Eólico Livramento, que prevê quatro parques, com 34 aerogeradores numa área de 4.380 hectares, e capacidade instalada de 68 megawatts (MW) de energia.
Por enquanto, três foram contemplados no último leilão realizado pelo governo federal. São eles: Galpões (8MW), Capão do Inglês (10MW) e Coxilha Seca (30MW). Apenas Ibirapuitã II (20MW) ficou de fora.
Os contratos preveem o início de suprimento em 1º de setembro de 2015, com prazo de vinte anos. O investimento é de R$ 270 milhões.
Assim como a fase 1 do Complexo Eólico Livramento, estes também são gerenciados pela Eletrosul Centrais Elétricas, que detém 49% do investimento, em parceria com a Fundação Eletrosul de Previdência e Assistência Social – Elos, com 10%, a Renobrax, empresa de engenharia de Porto Alegre, e o Fundo de Investimento Privado (FIP) Rio Bravo , com 41% das ações. 
A estatal e as parceiras constituíram a Livramento Holding S.A para gerenciar as usinas.
Três empresas formam o consórcio construtor: a fabricante argentina de aerogeradores IMPSA; o grupo português Efacec, especializado em equipamentos eletromecânicos; e a Iccila, empreiteira local da construção civil, que está executando os trabalhos de infraestrutura da área – abertura das vias de acesso aos locais onde serão instalados o canteiro de obras e as turbinas.
No Cerro Chato, apenas Ibirapuitã II (parte superior, em rosa) ainda não foi contratado
No Cerro Chato, apenas Ibirapuitã II (parte superior, em rosa) ainda não foi contratado

LEILÃO TEVE RECORDE DE PROJETOS

O Leilão de Reserva que o governo federal promoveu em 23 de agosto do ano passado, exclusivo para fonte eólica, teve cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) 655 projetos em nove estados, somando capacidade instalada de 16.040 megawatts (MW).

“É recorde, o maior número de projetos já inscritos em um leilão para energia eólica no mundo”, entusiasmou-se o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

A Bahia foi a campeã em inscrições com 238 parques, que somam 5.854 MW. Em segundo aparece o Rio Grande do Sul, com 153 projetos para produzir 3.437 MW.

O leilão apresentou duas novidades: a primeira é que atrela a contratação de parques eólicos à garantia de conexão na rede de transmissão, que elimina o risco de os empreendimentos ficarem prontos e não terem como escoar a produção. 

A segunda, é que a energia negociável será calculada com base em um critério de pelo menos 90% de chance de a produção dos empreendimentos eólicos ser igual à quantidade vendida. 

“Haverá apenas 10% de probabilidade de o parque gerar menos energia do que o volume vendido no leilão”, explicou Tolmasquim. (Cleber Dioni Tentardini)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brasil: capacidade instalada em eólicas ultrapassa 3GW

País passou a somar 130 usinas em funcionamento, um complexo que gerou 734 MW médios em energia elétrica em abril
Da redação


A capacidade instalada para a geração de energia eólica no Brasil cresceu 52,2%, ou 1.138 MW, no acumulado de 2014, aponta a última edição do Boletim das Usinas Eólicas, divulgado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

Somente entre março e abril desse ano o acréscimo foi de 20,3%, ou 561 MW, o que levou a capacidade do conjunto de usinas da fonte a 3.319 MW.

O boletim mostra que em abril houve a entrada em operação de 18 novos empreendimentos eólicos, todos no Nordeste. 

Com isso, o país passou a somar 130 usinas em funcionamento, um complexo que gerou 734 MW médios em energia elétrica no mês. 

O volume é 53% superior ao registrado em abril do ano passado e corresponde a um fator de capacidade médio de 22%, o que coloca o Brasil em patamar equivalente ao de países com grande capacidade instalada para a geração dos ventos, como a China (18%) e a Alemanha (19%).

O crescimento em abril foi motivado, sobretudo, pela entrada de usinas do 2° Leilão de Energia de Reserva – LER e de usinas com entrega no Ambiente de Contratação Livre – ACL. 

Além disso, foi registrado aumento de capacidade em operação comercial de usinas existentes e entrada de novas usinas do 2°Leilão de Fontes Alternativas e do 12° Leilão de Energia Nova.

Da média total gerada no período, 137,3 MW médios (ou 19%) são provenientes de 27 usinas com atuação exclusiva no mercado livre de energia. 
O crescimento da geração nesse ambiente em relação ao montante de energia alocado em abril de 2013 (70,9 MW médios) foi de 95%, enquanto a capacidade instalada teve aumento de 87% em abril de 2014 frente a abril de 2013.

Já a geração das usinas eólicas contratadas pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica - Proinfa em abril de 2014 foi de 190 MW médios, o que representa 26% do total da geração eólica do país. Na comparação com abril de 2013, houve redução de 4,4% no montante gerado por esses parques.

Por região
Em abril de 2014, com a entrada das novas usinas, o Nordeste atingiu a marca de 96 parques e 2.460 MW em capacidade, ou 74,1% da potência instalada no Brasil – um salto de 69,6% em relação a dezembro de 2013. 

A região concentra a maior participação na geração eólica do País, com 69,9% do total.

No Sul, foi registrada capacidade de 832 MW (25% do total), com crescimento de 18,4% em relação ao final do ano passado, enquanto que o submercado Sudeste apresentou uma única usina, com capacidade de 28 MW, sem acréscimo de potência ao longo do período.

O boletim da CCEE revela que os Estados com maior participação na geração média de energia eólica nos últimos 13 meses são:

Ceará (236 MW médios, ou 32% do total do país), 
Rio Grande do Norte (157 MW médios, 21%), 
Rio Grande do Sul (149 MW médios, 20%), 
Bahia (98 MW médios, 13%), 
e Santa Catarina (54 MW médios, 7%), que totalizaram 94% do total gerado pela fonte no Brasil dentro do período.