sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ministério do Trabalho altera especificações da NR 18 para montagem e utilização de andaimes

Projetos de andaimes devem ser acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica. Confira as outras mudanças na Norma de Segurança
Por Mauricio Lima

Foi publicada, na segunda-feira (24), a portaria nº 201, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que altera a Norma de Regulamentação nº 18 (NR-18) na seção sobre a fabricação, montagem e utilização de andaimes. 
Uma das principais mudanças trazidas pela portaria é que os projetos de andaimes do tipo fachadeiro, suspensos e em balanço devem ser acompanhados pela respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). De acordo com a portaria, "somente empresas regularmente inscritas no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), com profissional legalmente habilitado pertencente ao seu quadro de empregados ou societário, podem fabricar andaimes completos ou quaisquer componentes estruturais". Além disso, devem ser gravados nos painéis, tubos, pisos e contraventamentos dos andaimes, de forma aparente e indelével, a identificação do fabricante, referência do tipo, lote e ano de fabricação.
As superfícies de trabalho e os montantes dos andaimes devem possuir travamento que não permita seu deslocamento ou desencaixe acidental. O piso de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, ser antiderrapante, nivelado e fixado ou travado de modo seguro e resistente.
Os trabalhadores devem utilizar cinto de segurança tipo paraquedista ligado a um cabo guia fixado em estrutura independente do equipamento, salvo situações especiais tecnicamente comprovadas por profissional legalmente habilitado.
O novo texto ainda proíbe o trabalho em andaimes na periferia da edificação sem que haja proteção tecnicamente adequada, fixada à estrutura da construção por meio de amarração e estroncamento, de modo a resistir aos esforços a que estará sujeito.
Os andaimes cujos pisos de trabalho estejam situados a mais de um metro de altura devem possuir escadas ou rampas. Os andaimes de madeira somente podem ser utilizados em obras acima de três pavimentos ou altura equivalente. Ainda, a ancoragem da torre é obrigatória quando a altura for superior a 9 metros.
A área sob a plataforma de trabalho deve ser devidamente sinalizada e delimitada, sendo proibida a circulação de trabalhadores dentro daquele espaço. Além disso, os andaimes suspensos devem possuir placa de identificação, colocada em local visível, onde conste a carga máxima de trabalho permitida.
A maioria dos subitens entrou em vigor na segunda-feira. O subitem sobre a identificação dos andaimes entra em vigor em doze meses, enquanto o subitem que estipula que "é vedada a utilização de guinchos tipo catraca dos andaimes suspenso para prédios acima de oito pavimentos, a partir do térreo, ou altura equivalente" entra em vigor somente em 48 meses.
Para acessar as mudanças na NR 18, clique aqui.

Fonte: www.piniweb.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Abengoa pretende instalar usina piloto no Estado com capacidade em torno de 3MW
Da redação
 
Crédito: Getty Images

A Abengoa Brasil, subsidiária local da espanhola Abengoa, esteve reunida na última semana com a secretaria da Fazenda do Estado do Piauí. Durante o encontro, o responsável pelo setor comercial e de novos negócios da companhia, Marcelo Araújo, revelou a intenção da companhia de investir na construção de uma usina para a geração de energia solar no Estado.
A planta piloto é prevista para a região de Ribeiro Gonçalves e deve ter uma capacidade instalada em torno de 3MW. Uma vez que a Abengoa é a responsável pela operação de uma linha de transmissão na região, a ideia é de que parte da energia gerada pelo sol seja utilizada para suprir os serviços internos da linha. "Vamos discutir o que faremos com o excedente - se poderia ser colocado na rede de suprimento local ou na rede de distribuição da Cepisa. O importante é que será usufruído pela comunidade", explica Araújo.
Os recursos para a instalação do empreendimento virão da verba da companhia para projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). O representante da Abengoa também já se reuniu com o governador do Piauí. De acordo com o governo, a empresa promete tentar ampliar sua carteira de negócios no Estado.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Grupo lança selo de energia eólica para produtos

Etiqueta vai diferenciar empresas que usam energia dos ventos na produção das mercadorias
Da redação
Crédito: Stock Xchng

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (18/1), durante encontro em Abu Dabhi, o lançamento do selo WindMade - criado para identificar produtos fabricados com o uso de energia eólica. A medida é resultado de uma parceria entre a entidade, a organização ambientalista WWF, a fornecedora de aerogeradores Vestas e outras empresas.
A etiqueta é a primeria iniciativa global nesse sentido e tem como objetivo oferecer ao consumidor o poder de escolha por um produto ambientalmente sustentável. O secretário geral do GWC, Steve Sawyer, afirma que a ideia é atender a uma demanda dos próprios consumidores que queiram fazer algo contra a mudança climática.
De acordo com um comunicado emitido após o lançamento, os promotores da iniciativa realizaram uma pesquisa de mercado antes de tornar realidade o selo. Os resultados teriam apontado que 92% dos entrevistados acreditam que as fontes renováveis de energia são uma boa solução para reduzir os efeitos da mudança climática. Segundo os responsáveis pela WindMade, a maioria também garantiu que, caso pudesse escolher, daria preferência a produtos feitos com energia eólica, "mesmo que custem um pouco mais".
"Queremos construir uma ponte para a energia limpa entre os consumidores e as empresas responsáveis e dar ao consumidor a opção de escolher produtos mais sustentáveis", explica o presidente da Vestas, Ditlev Engel. O executivo ainda diz que espera que mais companhias se juntem à iniciativa.
Segundo os promotores da etiqueta, um grupo técnico de especialistas está elaborando o que será o proceesso de certificação para se obter o selo. A iniciativa será apresentada com mais detalhes em uma reunião durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em junho.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Seminário debate segurança de profissionais do setor elétrico

A 7ª edição do Seminário Nacional de Segurança e Saúde no Setor Elétrico Brasileiro (Sense 2011) irá debater assuntos como riscos no setor elétrico, aplicação de normas regulamentadoras, envelhecimento da força de trabalho e soluções no setor elétrico, gestão de segurança, planos de emergência e contingências, tecnologias para proteção individual e coletiva, entre outros aspectos relacionados ao tema.

A atualização técnica e a troca de experiências que contribuam para melhores condições para os trabalhadores do sistema elétrico são os objetivos do seminário, que será voltado para profissionais do setor, pesquisadores, docentes, auto-produtores, indústrias, além de profissionais atuantes nas áreas de segurança e saúde no trabalho, saúde em geral e áreas coligadas.

Entre os destaques do evento está a análise de trabalhos técnicos sobre o segmento, que deverão ser enviados até o dia 21 de janeiro. Os autores das contribuições técnicas selecionadas poderão se tornar palestrantes.

O encontro acontece entre os dias 10 a 13 de abril, no Rio Grande do Sul. A realização é da Fundação Coge com apoio da CPFL Energia, da Rio Grande Energia (RGE), da AES Sul e da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Detalhes sobre inscrições e novidades na programação estão disponíveis no website do seminário. Para mais informações, clique aqui.

Fonte:http://inforlegis.blogspot.com

Curso sobre qualidade elétrica

Da Agência Ambiente Energia - Até o dia 15 de fevereiro, a Faculdade de Engenharia da Universidade Paulista (Unesp), em Bauru (SP), receberá inscrições para o curso de especialização lato sensu em “Qualidade da Energia Elétrica”. 


Com uma carga horária de 480 horas, o curso busca destacar a importância de o país ter uma matriz energética eficiente e com qualidade para garantia a oferta contínua de energia.
O curso utiliza o modelo semi-presencial, com três módulos, num total de 36 horas, a distância. O programa conta com sete disciplinas – metodologia científica; introdução aos sistemas elétricos eficientes; sistemas de geração de energia; sistemas motrizes eficientes; elementos de apoio aos sistemas eficientes; sistemas de proteção e qualidade em energia; e gestão e eficiência energética.
A faculdade oferece 40 vagas para engenheiros com interesse ou atuação na área de produção, distribuição, controle e consumo de energia elétrica. As aulas vão de março de 2011 a abril de 2012. A mensalidade custa R$ 390,00. 
Mais informações e inscrições: www.eficiencia.feb.unesp.br/index.htm

Descentralização e participação – planejamento e gestão dos setor energético brasileiro



Elaborado pelo Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia (FNSE), o documento tem como objetivo submeter as reflexões aqui contidas aos candidatos a Presidente da República no pleito do ano de 2010. Além de externar o posicionamento do FNSE acerca da formulação do planejamento e da gestão energética nacional, o presente documento tem por finalidade contribuir para as demandas e as necessidades específicas a cada região do país bem como suas diferentes potencialidades energéticas, na expectativa de que as mesmas sejam consideradas no programa do novo governo que tomará posse em 2011. Documento foi entregue aos candidatos que concorreram às eleições presidenciais de 2010.

Para acessar o conteúdo na íntegra clique no link abaixo:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Greenpeace: setor de eletroeletrônicos precisa inovar para ficar mais verde

 
Apesar de registrar avanços em 2010, o setor de TI e eletroeletrônicos ainda precisa pensar mais na reciclabilidade dos produtos, eliminar plásticos considerados nocivos ao meio ambiente como PVC e retardatores a chama bromados (BFRs) e ser mais transparente sobre a pegada ecológica dos processos de produção. 
Estas foram as principais conclusões do relatório de TI Verde divulgado esta semana pela Greenpeace.
A entidade analisou 42 produtos de 10 fabricantes internacionais entre PCs, note e netbooks, celulares e smartphones, monitores e TVs.
Apesar de não poder comparar detalhadamente com pesquisas anteriores feitas em 2008 e 2009 por causa de mudanças de metodologia, a ONG considera que houve avanços em algumas questões.
O principal ganho foi na eficiência energética já que a maioria dos produtos pesquisados estavam com padrões de consumo menores que os recomendados pela certificação Energy Star dos Estados Unidos.
Além disso, houve alguma redução no uso de materiais nocivos à saúde e ao meio ambiente.
No entanto, a indústria precisa melhorar a reciclabilidade e longevidade dos produtos, visando a redução de emissões e uso de energia no ciclo de vida (incluíndo produção e descarte).
A recomendação principal foi: é preciso inovar.
Baixe aqui o relatório (em inglês):