segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Questão energética: planejamento em xeque

Por Júlio Santos, da Agência Ambiente Energia - Um documento preparado pelo Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia (FNSE) defende a adoção de uma nova abordagem na condução do planejamento energético brasileiro. Um dos pontos envolve a exploração de energéticos de cada região do país a fim de promover o desenvolvimento local e regional. Segundo o FNSE, a descentralização é elemento fundamental para se chegar ao pleno fortalecimento do segmento energético nacional. A entidade propõe a revisão dos processos que dão bases ao planejamento, considerando a segurança energética; o uso de regras claras e transparentes; e a sustentabilidade ambiental.
“A centralização do planejamento perde efetividade por não levar em consideração as especificidades regionais, tratando de forma idêntica às unidades da federação que, dada a sua geografia, disponibilidade de recursos naturais, e políticas de incentivos socioeconômicos e tributários, são completamente distintas uma das outras, sobretudo no que diz respeito ao melhor aproveitamento de suas potencialidades energéticas sob a perspectiva da otimização de recursos nacional”, conclui o documento, que foi entregue aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2010.
Intitulado “Descentralização e Participação – Planejamemnto e Gestão do Setor Energético Brasileiro”, o documento também propõe um conjunto de ações governamentais voltadas para gestão do segmento energético; energia elétrica;  concessões; universalização do atendimento ao mercado de energia elétrica; eficiência energética; energia nuclear;  petróleo e seus derivados; carvão mineral; gás natural; recursos renováveis; recursos hídricos; biomassa; etanol;  biodiesel e óleo; diesel; resíduos urbanos e agrícolas; eólica; solar; geotermia; e energia das marés e das ondas.
Para a descentralização do planejamento, o documento do fórum destaca as premissas básicas: enfoque integrado da exploração dos recursos energéticos; preservação, a conservação e até mesmo o resgate do meio ambiente natural; o município, necessariamente se constituirá na unidade básica de planejamento e gestão energética; disponibilidade de dados cartográficos de precisão; integração energética com os países sulamericanos; e revisão completa dos Planos Decenal de Expansão de Energia PDE 2010/2019 e do Plano Nacional de Energia – PDE 2030.
Entre as medidas para aumentar a participação regional no planejamento energético do país, o FNSE propõe:
a) Manutenção da participação do FNSE junto ao Conselho Consultivo da Empresa de Pesquisa Energética – EPE (artigo 12 da Lei nº 10.847, de 15/03/2004);
b) Adoção pela EPE do planejamento energético regionalizado (parágrafo único do artigo 2º da Lei 10.847, de 15/03/2004):
c) Participação do FNSE nos Grupos de Trabalho criados pelo Conselho Nacional de Política Energética CNPE;
d) Participação do FNSE no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico CMSE;
e) Coordenação entre o FNSE e a EPE para unificação da metodologia de elaboração dos Balanços Energéticos Estaduais;
f) Descentralização, para as Agências Reguladoras Estaduais, da responsabilidade pela validação de outorgas de exploração, hoje a cargo exclusivo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
g) Participação do FNSE na elaboração dos Planos de Expansão de Energia PDE e PNE;
h) Participação do FNSE nos estudos do mercado energético futuro e na elaboração das matrizes energéticas estaduais em conjunto com a EPE; e
i) Participação do FNSE na definição dos critérios para a realização de leilões de energia nova por tipo de fonte e por região, visando aproveitar as potencialidades regionais, diminuir custos e otimizar a operação do Sistema Interligado nacional SIN.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

LÂMPADAS INCANDESCENTES COM OS DIAS CONTADOS NO BRASIL




Parque ao lado do Castelo de Poppelsdorf que aparece ao fundo

Quando estive em Bonn, Alemanha, em junho do ano passado, no começo do verão europeu, chamou-me a atenção o quanto os moradores de lá cultuam o meio ambiente. O rio Reno, navegável e despoluído, é um orgulho para a cidade.
Fiquei hospedado num hotel no bairro Poppelsdorf, pertinho do Castelo de Poppelsdorf, onde fica o Horto Florestal, ao lado de um belíssimo parque.
No sábado de manhã,  enquanto fazia hora antes de pegar o trem para o aeroporto de Frankfurt, fiquei curtindo o dia ensolarado no parque e observando o comportamento das pessoas. Vi uma jovem alemã estendendo toalha no gramado do parque para aproveitar o sol e o clima de verão.

Muitas pessoas, de crianças a adultos de idade bem avançada, passando por casais de namorados, caminhavam pelo parque.  Alguns faziam exercícios físicos e alongamento. Outros jogavam uma pelada de futebol. E vi muita gente andando de bicicleta por toda a cidade plana e bastante favorável para esta prática saudável. Até senhores e senhoras de cabelos bem branquinhos, provavelmente com mais de 60 anos de idade, desfilavam de bike pelas ruas de Bonn e também pelo parque.



Senhora de cabelos branquinhos andando de bike no parque
 

Mas, quando sentei num banco para melhor admirar o parque, chamou-me bastante a atenção à minha frente um postinho de iluminação pública com lâmpadas fluorescentes compactas!


Iluminação pública com lâmpadas fluorescentes compactas

As lâmpadas fluorescentes compactas são bem mais econômicas do que as tradicionais lâmpadas incandescentes que, para produzir luz, precisam antes de tudo aquecer. E aquecer significa, de cara, torrar energia elétrica na forma de calor. É o que chamamos na Física de Efeito Joule. E, como lâmpada não foi feita para esquentar e sim para acender, podemos dizer que esta energia dissipada na forma de calor e que jamais vai se transformar em luz significa desperdício. Mais um ponto para os alemães de Bonn: iluminação pública ecologicamente correta!
Lembrei disso hoje ao ler matéria do UOL Economia relatando que "conforme portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio, publicada no Diário Oficial da União, no Brasil, as tradicionais lâmpadas incandescentes estão com os dias contados (...)" e se " (...) entre 30 de junho de 2012 e 30 de junho de 2016 não aparecer uma nova tecnologia que torne as lâmpadas incandescentes mais eficientes, esse produto será banido do mercado".
Na Europa esta atitude já foi tomada antes de nós. Leia matéria (em português) da Deutsche Welle de agosto de 2009 que relata que os países da União Europeia deixarão gradativamente de usar e fabricar lâmpadas incandescentes até setembro de 2012, quatro anos antes do Brasil. Veja também matéria do UOL Ciência e Saúde sobre o mesmo assunto.
Para você ter uma ideia quantitativa da economia que uma lâmpada fluorescente compacta representa frente à uma equivalente incandescente, acompanhe o raciocínio logo abaixo.

Comparações: incandescente X fluorescente

I - Consumo X Fluxo luminoso

Incandescente (esquerda) e fluorescente (direita)

Antes de mais nada, quando você compra uma lâmpada, interessa saber a "voltagem" (ou d.d.p. = diferença de potencial) da rede em que ela será usada e também a sua potência. Por exemplo: U = 110 V / P = 60 W. Esta lâmpada deve ser ligada numa rede de 110V  da qual vai "sugar" 60W, ou seja, 60 J/s (60 joules de energia elétrica a cada segundo). Mas o problema é que nem toda essa energia elétrica consumida à taxa 60 J/s será transformada em energia luminosa. Na prática, o que interessa para o usuário é o quanto desta energia elétrica consumida a lâmpada consegue converter em luz, ou seja, qual o poder que a lâmpada tem de iluminar frente ao que ela consome.
Uma lâmpada tradicional incandescente, aquela que tem um filamento, uma espécie de "araminho" de tungstênio que superaquece para começar a emitir luz, desperdiça muita energia na forma de calor. Em outras palavras, "rouba" bastante energia elétrica da rede mas "entrega" proporcionalmente pouca energia luminosa. Já uma lâmpada fluorescente compacta, que produz luz a partir de um processo de excitação quântica e, portanto, não precisa "gastar" energia esquentar, "rouba" menos energia da rede elérica para "entregar" uma mesma quantidade de energia na forma de luz. Consequentemente, há uma economia de energia elétrica "gasta" em comparação com a energia luminosa "entregue". Dá para entender a ideia?
Para facilitar as contas, há uma relação de aproximadamente 1/4 nas potências quando comparamos lâmpadas fluorescentes compactas com incandescentes. Se pensarmos numa lâmpada incandescente de 110V / 60 W, como a citada acima, podemos substituí-la por outra fluorescente compacta de 110 V / 15W. Note que 15W = 60/4, ou seja, existe a relação 1/4 entre as potências como já afirmei. Isso quer dizer que ambas são ligada na mesma rede de 110V. Mas, enquanto a incandescente "gasta" 60 J/s de energia elétrica da rede para entregar um determinado fluxo luminoso, a fluorescente "gasta" apenas 15 J/s (um quarto) conseguindo entregar o mesmo fluxo luminoso, ou seja, tendo o mesmo poder de iluminar que a incandescente que assim mostra-se menos eficiente que a fluorescente.
Resumindo: a lâmpada incandescente gasta cerca de quatro vezes mais energia que uma fluorescente compacta equivalente, ou seja, para um mesmo poder de iluminação. E quem paga a energia gasta pela lâmpada é o consumidor, ou seja, você! E você também sabe que quanto mais usamos energia elétrica mais precisamos de usinas geradoras e, consequentemente, produzimos mais impacto ao meio ambiente. Com lâmpadas fluorescentes compactas você economiza no próprio bolso e também "economiza planeta". Certo?
II - Custo e vida útil das lâmpadas 
Uma lâmpada fluorescente compacta agrega componentes eletrônicos e, portanto, tem um custo bem maior do que uma incadenscente. No entanto, com a economia de energia ao longo do seu uso, este custo se paga e com sobra. Logo, vale a pena investir um pouco mais numa fluorescente compacta mas, a longo prazo, economizar na conta de energia elétrica ao final do mês.
Uma boa notícia é que, com o aquecimento do mercado, com maior produção de lâmpadas fluorescentes, o seu custo vem caindo, o que melhora ainda mais a relação custo/benefício para o usuário.
Outro dado importante é a durabilidade. Espera-se, em média, que uma lâmpada incandescente dure cerca de 1000 h. Uma fluorescente compacta dura, em média, o triplo, ou seja, 3000 h. Isso também ajuda bastante na relação custo/benefício. Mas uma enorme vantagem diferencial é que, por icorporar componentes eletrônicos, as fluorescente compactas vêm com garantia de fábrica. No ato da compra geralmente recebem um selo com a data. Se elas queimarem dentro do prazo da garantia, o fabricante se responsabiliza pela troca. Isso já aconteceu comigo e tive outra lâmpada novinha coberta pela garantia.  Uma lâmpada incandescente nunca teve nem terá garantia. Se ela queimar, especialmente com pouco uso, é prejuízo certo e imediato para o usuáro.
Resumindo: lâmpadas fluorescentes têm maior durabilidade e garantia do fabricante o que melhora ainda mais a relação custo/benefício
III - Cor e conforto visual 
As primeiras lâmpadas fluorescentes compactas do mercado emitiam luz branco-azulada que geravam desconforto visual. As incandescentes produzem uma luz mais amarelada que dá mais conforto vistual para o usuário. Por conta disso, muita gente, mesmo sabendo da ineficiência das lâmpadas incandescentes, continuava usando-as por uma questão de conforto.
Os fabricantes agiram rapidamente e já produzem lâmpadas com temperatura de cor variável. Este termo técnico refere-se à emissão de radiação eletromagnética na faixa do espectro visível (luz), do vermelho ao violeta, por um corpo aquecido.  Corpos a temperaturas menores produzem luz na porção inicial do espectro, ou seja, luz mais amarelada. Corpos mais quentes, com temperaturas mais altas, produzem luz na porção final o espectro, ou seja, luz mais azulada. 
Na hora de comprar uma lâmpada fluorescente compacta, fique atento no valor da temperatura de cor. Valores 2700 K e 3000 K correspondem à luz mais amarelada. Acima de 3500 K são lâmpadas que produzem luz mais azulada.
No meu apartamento só uso lâmpada fluorescentes. Na cozinha, área de serviço, banheiros e escritório uso lâmpadas com temperatura de cor em torno de 6400 K, ou seja, lâmpada de cor branca e mais azuladas.


Iluminação fluorescente no meu escritório: 6400 K

Nas salas de estar e jantar e também nos quartos uso lâmpadas com temperatura de cor mais baixa, em torno de 2700 K e, portanto, com luz mais confortável, mais amarelada, dando uma sensação de mais aconchego.


Iluminação fluorescente na sala de jantar: 2700 K

Resumindo: lâmpadas fluorescentes compactas podem emitir luz mais amarelada, parecida com a luz da lâmpada incandescente, ou mais azulada. Você escolhe o que prefere dependendo do uso que quer dar para a lâmpada. 
IV - Quando a lâmpada vira lixo
As lâmpadas fluorescentes não devem ser descartadas no lixo comum. Eles costumam trazer mercúrio no seu interior. E todos sabemos que mercúrio é perigoso para a saúde.
No entanto, é este mercúrio, na forma de vapor, que é excitado para emitir radiação eletromagnética ultravioleta que por sua vez vai excitar a camada de fósforo que cobre o bulbo da lâmpada internamente. É este fósforo excitado que fluoresce emitindo luz visível, a luz capaz de estimular as células nervosoas da retina dos nossos olhos e, portanto, com poder de iluminar os ambientes.    
Receita básica para comprar uma lâmpada fluorescente compacta


Os dados importantes estão escritos nas embalagens das lâmpadas

Vamos supor que você tenha em sua casa uma lâmpada incandescente de valores nominais 220V - 100W.
A lâmpada fluorecente compacta que a substitui sem perda no poder de iluminação deve ter a mesma "voltagem", ou seja, 220V. Mas apenas 1/4 da potência. Então, 100W/4 = 25W.
E você decide se quer uma lâmpada de luz mais azulada (temperatura de cor acima de 3500 K) ou prefere luz mais amarelada, mais parecida com aquela que é emitida pela lâmpada incandescente (temperatura de cor abaixo de 3000 K).
Todos estes dados vêm impressos na lâmpada e devem também estar destacados na embalagem do produto. É só ficar atento e fazer a compra certa, garantindo economia e conforto!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Iluminação Natural







Charme, economia e comportamento ecológico.

Com a crise energética e a limitação dos recursos, a preocupação com o consumo de energia elétrica é um assunto cada vez mais discutido em todo no mundo. O desafio da arquitetura contemporânea é buscar soluções e meios de criar projetos funcionais, sustentáveis e atraentes, de forma que os futuros moradores economizem os recursos do nosso planeta.

Investir na iluminação natural do seu lar traz benefícios à saúde, ao seu bolso e principalmente ao nosso planeta. À saúde, porque a luz do sol em doses moderadas é saudável e estimulante. Ao bolso, porque quanto maior for a área de entrada para a luz natural da sua residência, maior será a economia de energia. E ao nosso planeta porque diminuindo o uso de iluminação artificial economizamos recursos e ajudamos a preservar o lugar onde vivemos.

Para utilizar melhor a benéfica e gratuita luz natural, os arquitetos costumam utilizar em seus projetos áreas envidraçadas, claraboias, telhas transparentes, tijolos de vidro, brises, pele de vidro, bay windows (janelas salientes), sacada com peitoril de vidro, amplas janelas de vidro e outras técnicas.

Segundo a arquiteta Luitanara Mamede, Coordenadora de Produto do Grupo Thá, as estratégias arquitetônicas mais utilizadas em empreendimentos residenciais verticais são janelas amplas e sacada com peitoril de vidro.

“Para permitir que a luz natural entre nos ambientes de maneira mais fácil, muitas janelas possuem altura que as aproximam do chão. Nos apartamentos com sacadas, o interessante é que as sacadas possuam peitoril de vidro.” – Luitanara Mamede 

Um ótimo exemplo de empreendimento com amplas janelas que facilitam a iluminação natural é o Belvedere Joinville, na cidade de Joinville. Outros empreendimentos da Thá que também utilizam esse recurso são o Ilhas do Atlântico, no litoral do Paraná, e Aloha Home Resort, na Praia Brava. No litoral, uma janela ampla além de iluminar ambientes e ajudar a reduzir o consumo de energia elétrica, amplia a bela vista para o mar.
 
Confira algumas estratégias arquitetônicas que favorecem a luz natural dos ambientes:

Pele de Vidro:
grande parede de vidro utilizada em empreendimentos comerciais, mas cada vez mais comum em casas modernas e em empreendimentos residenciais. O vidro deve ser temperado ou laminado, para filtrar os raios solares e o calor e proteger móveis. Quando combinado com brises, ajudam a evitar a entrada da luz direta do sol.
Brises: quebra-sol em forma de lâminas de alumínio, peças de madeira, concreto, plástico ou metal instalado vertical ou horizontalmente nas fachadas de residências ou empreendimentos para controlar a incidência de luz solar, sem perder a ventilação. Além de moderno, seu uso reduz a potência do ar-condicionado e o consumo de energia.
Bay window: modelo de janela saliente projetada para fora da construção. Além de aumentar a entrada da luz natural, esse recurso dá a ilusão de um ambiente maior. Esse estratégia de arquitetura foi utilizada no Hampton Village, empreendimento da Thá construído no Cabral.
Tijolo de Vidro: vidro laminado e temperado, que ilumina os ambientes revelando a sinuosidade dos objetos, sem ser transparente. Pode ser utilizado em fachadas e em divisórias entre banheira e box.
Amplas janelas de Vidro: Destacam-se por serem de vidro do teto ao chão, proporcionando uma amplitude do local, maior ventilação, luminosidade e ainda garante ao morador uma bela e ampla vista.

Que tal abusar da iluminação natural e ajudar a preservar o planeta?

Além de contribuir com a redução do consumo de energia, esses recursos também podem contribuir com o conforto e leveza dos ambientes, dando charme e sofisticação ao lar.

Fonte: www.tha.com.br

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Projetos de Eficiência Energética - Nossos Serviços!

Projetos de Eficiência Energética 

A aplicação da eficientização energética em diversos setores de nossa
sociedade é uma prática que deve ser considerada essencial nos dias atuais.
Em qualquer segmento, pode trazer significativa redução de custos, bem como aumento no rendimento energético de equipamentos e instalações, com a consequente melhoria da qualidade dos produtos fabricados.
O que podemos fazer para a sua Empresa:
a- Análise de consumo : instalar e realizar medições;
b- Redução de custos:    propôr diretrizes econômicas e tarifárias;
c- Melhorias no processo produtivo: indenficar novas oportunidades.

O que é eficiência energética? 
 
Qualquer atividade em uma sociedade moderna só é possível com o uso intensivo de uma ou mais formas de energia.
Dentre as diversas formas de energia interessam, em particular, aquelas que são processadas pela sociedade e colocadas à disposição dos consumidores onde e quando necessárias, tais como a eletricidade, a gasolina, o álcool, óleo diesel, gás natural, etc.
A energia é usada em aparelhos simples (lâmpadas e motores elétricos) ou em sistemas mais complexos que encerram diversos outros equipamentos (geladeira, automóvel ou uma fábrica).
Estes equipamentos e sistemas transformam formas de energia. Uma parte dela sempre é perdida para o meio ambiente durante esse processo. Por exemplo: uma lâmpada transforma a eletricidade em luz e calor. Como o objetivo da lâmpada é iluminar, uma medida da sua eficiência é obtida dividindo a energia da luz pela energia elétrica usada pela lâmpada.
Da mesma forma pode-se avaliar a eficiência de um automóvel dividindo a quantidade de energia que o veículo proporciona com o seu deslocamento pela que estava contida na gasolina originalmente.
Outra fonte de desperdício deriva do uso inadequado dos aparelhos e sistemas. Uma lâmpada acesa em uma sala sem ninguém também é um desperdício, pois a luz não serve ao seu propósito de iluminação.
Também um veículo parado em um engarrafamento está usando mais energia do que a necessária por conta do tempo que fica parado no congestionamento.
Outros fatores mais sutis explicam muitos desperdícios. Um construtor barateia a construção não isolando o "boiler" e os canos de água quente, pois quem pagará pelo desperdício será o consumidor.
Vale notar que esses efeitos se multiplicam à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia.  

Por que se desperdiça energia?

Uma lâmpada incandescente comum tem uma eficiência de 8% (ou seja, 8% da energia elétrica usada é transformada em luz e o restante aquece o meio ambiente). A eficiência de uma lâmpada fluorescente compacta, que produz a mesma iluminação, é da ordem de 32%.
Como o preço da lâmpada eficiente é entre 10 a 20 vezes mais caro do que a comum, a decisão de qual delas comprar dependerá de fatores econômicos que consideram a vida útil de cada uma e a economia proporcionada na conta de luz.
Os cálculos para tomar a decisão acima não são triviais. Exigem o domínio de ferramentas de matemática financeira desconhecidas pela maioria dos consumidores.
A seleção de equipamentos e sistemas mais complexos pode ser mais difícil ainda. Esta é a razão pela qual muitos consumidores usam inadequadamente todas as formas de energia.
Para informações detalhadas de como podemos auxiliá-lo entre em contato conosco:
Telefone:  42-3222-3500    -  Skype: reativa.service

EnduraLED: mais luz por menos dinheiro

EnduraLED lâmpada LED que proporciona uma economia de 80% e dura 25 vezes mais que uma lâmpada de 60 watts?

Esta é a realidade do novo lançamento da Philips, a EnduraLED. A lâmpada proporciona 806 lúmenes com apenas 12 watts. A Philips também resolveu um dos grandes problemas dessas lâmpadas: aquela irritante luz opaca, de tom branco-azulado pouco agradável.
O novo modelo tem uma cobertura de fósforo amarelada que faz com que a luz se pareça bastante com a emitida por uma lâmpada incandescente.
A empresa estima que o seu uso poderia economizar 32,6 terawatts-hora de electricidade ao ano (o suficiente para iluminar 16,7 milhões de lares nos EUA) e eliminar a geração de 5,3 milhões de toneladas métricas de emissões de carbono ao ano.
EnduraLED
Fonte: Energia Eficiente

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Suzlon monta turbina para parque eólico em 60 dias

Operação relâmpago foi contratada pela espanhola Impel para a usina de Alhandra I, na Paraíba
Da redação

Crédito: gettyimages

A Suzlon, indiana que trabalha no segmento de produção de turbinas eólicas, foi procurada pelo grupo espanhol Impel para cumprir um desafio: montar um parque eólico em menos de 120 dias. A usina em questão era Alhandra I, na Paraíba, que terá 6.3MW de capacidade instalada e está orçada em R$22 milhões. O projeto, que foi viabilizado pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) fez com que a Suzlon acionasse suas unidades no Brasil, nos Estados Unidos e na Índia.
Com a logística, a Suzlon conseguiu montar a primeira das três turbinas S88, com 2,1MW de capacidade cada, em 60 dias, tempo considerado recorde. “Quando a Impel nos procurou com este desafio, vimos a oportunidade de colocar à prova a experiência que nos trouxe à liderança do mercado brasileiro, com 45% de toda potência eólica instalada. A energização da primeira máquina em 60 dias confirmou nossas expectativas. Este resultado é um primeiro projeto de uma longa e duradoura parceria com a Impel, com quem já estamos discutindo novos projetos”, comenta Arthur Lavieri, diretor-presidente da Suzlon no Brasil.
A Impel já possui mais de 15 anos de atuação na Europa, onde participa como investidora ou operador de mais de 40 parques eólicos. No Brasil, a companhia marcou sua entrada com o projeto de Alhandra I. "É com base nessa experiência que planejamos chegar a 1.000MW instalados no Brasil dentro dos próximos anos", adianta Lusivaldo Curvina, diretor-presidente da companhia no País.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Economia de energia: fim de linha para incandescentes

Da Agência Ambiente Energia - Assim como já acontece em outros países, as lâmpadas incandescentes estão com os dias contatos no Brasil. 


Até 2016, este tipo de lâmpada será retirada paulatinamente do mercado, segundo a Portaria nº 1.007, editada pelos ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio e publicada no Diário Oficial do dia 6 de janeiro. Uma outra portaria, a nº 1.008, estabelece o Programa de Metas das Lâmpadas Fluorescentes Compactas. A estimativa é alcançar uma economia escalonada de cerca de 10 terawatts-hora (TWh/ano), até 2030, o que equivale a mais do que o dobro conseguido com o Selo Procel, utilizado atualmente.

De acordo com a portaria 1007, fazem parte da regulamentação as lâmpadas incandescentes de uso geral, exceto as incandescentes com potência igual ou inferior a 40 Watts (W); incandescentes específicas para estufas – de secagem e de pintura – equipamentos hospitalares e outros; incandescentes refletoras/defletoras ou espelhadas, entre outras.
De 30 de junho de 2012 até 30 de junho de 2016 – a não ser que surja uma nova tecnologia que permita às lâmpadas incandescentes se tornarem mais eficientes – esse tipo de produto será banido do mercado, segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia.
No mercado brasileiro existem 147 modelos de lâmpadas incandescentes etiquetadas, de quatro fabricantes diferentes. Estima-se que a lâmpada incandescente seja responsável por aproximadamente 80% da iluminação residencial no Brasil. O mercado brasileiro consome atualmente cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes e 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas.
Segundo o MME, este montante de incandescente deverá ser, paulatinamente, substituído por lâmpadas mais eficientes, como LFC (lâmpada fluorescente compacta), fluorescente tubular, halógena, ou mesmo LED (diodos emissores de luz) que, ao ganharem escala, deverão ter seus preços reduzidos para o consumidor final. (com informações da Agência Brasil)