segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dawn Food - Cotia - SP - Finalização dos Serviços Elétricos

Reportagens especiais analisam o ano do setor elétrico

Os principais fatos de 2010 e as perspectivas para 2011 estão nas matérias do Jornal da Energia. Voltamos às atividades em 3 de janeiro.
Da redação


O ano de 2010 foi marcado por fatos importantes, como o leilão da hidrelétrica de Belo Monte (11.233MW), que vai ser construída no rio Xingu, no Pará. A usina será a terceira maior do mundo e passou por uma longa história desde o início de seus estudos, no final dos anos 70, até a licitação. O setor ainda acompanhou os esforços do governo para expandir a matriz somente com fontes renováveis, a aceleração da energia eólica, a retomada de Angra 3 e outras inúmeras notícias.
Neste final de ano, o Jornal da Energia traz uma série de reportagens abordando o ano e as perspectivas do setor para 2011.
Clique nos links abaixo para conferir.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Papelão é alternativa rápida e limpa na construção civil

O uso do papelão na construção civil pode representar uma alternativa que proporciona mais rapidez na obra, e com um processo mais leve e salubre.
Se não diretamente para moradias, o material oferece uma solução rápida e segura para construções de apoio nos canteiros de obras, pequenos depósitos e outros "puxadinhos".


Papelão é alternativa rápida e limpa na construção civil










O papelão oferece uma solução rápida e segura para construções de apoio nos canteiros de obras, pequenos depósitos e e outros "puxadinhos". [Imagem: Ag.USP]

Reciclagem fácil
A utilidade e a segurança do papelão para a construção civil estão sendo demonstradas por pesquisas que estão sendo realizadas no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP.
De acordo com a pesquisadora Gerusa Salado, os estudos com o papelão já vêm sendo desenvolvidos no Japão. "No Brasil, esse tipo de pesquisa ainda é inédito," afirma.
A escolha do papelão levou em conta critérios como reciclagem e produção de celulose e do próprio papelão, matérias-primas abundantes no Brasil.
"O papelão, além do fato de poder ser reciclado várias vezes, não precisa de um grande processo de transformação para a reciclagem. Basta triturá-lo e misturar com água", descreve Gerusa.
Construção experimental
Para testar a eficácia do uso do papelão na construção civil, os pesquisadores construíram uma célula-teste.
Esta "construção experimental", como foi denominada, possui o formato de um cubo medindo cerca de 3x3x3 metros (m), equivalente a um volume de 27 metros cúbicos (m3). Em uma de suas paredes há uma janela. Na outra, uma porta.
Gerusa explica que as outras duas paredes são "paredes cegas", ou seja, sem qualquer tipo de abertura. Inicialmente, a pesquisadora desenvolveu na célula-teste as vedações, que são o objeto principal de sua pesquisa.
Gerusa conseguiu construir uma parede de 1 m linear, com tubos de 10 cm de diâmetro, sem resina ou impermeabilizantes.
A estrutura, segundo ela, resistiu até 5,0 toneladas. Utilizando a resina impermeabilizante, a mesma estrutura teve sua resistência aumentada, suportando até 6,0 toneladas.
Esta mesma resina também torna o material resistente às chuvas e à umidade. "Nossa construção experimental tem resistido a todas as fortes chuvas desses últimos tempos", conta a pesquisadora.
Em relação ao fogo, ela alerta que o material ainda precisa ser avaliado em relação ao tempo que o papelão pode levar para ser incinerado e se o fogo pode se extinguir sozinho - estes testes são realizados em laboratório e seguem normas técnicas nacionais e/ou internacionais. "Sabemos que todos os materiais de construção são suscetíveis ao fogo, mas neste caso, precisamos averiguar se o tempo de propagação de um incêndio acidental possibilita que os usuários desocupem a edificação", diz Gerusa.
Vantagens das construções de papelão
Os estudos realizados já têm dado frutos, segundo a pesquisadora. "Já é certeza que a estrutura poderá ser aplicada em edificações térreas".
O intuito das pesquisas, segundo Gerusa, é que a estrutura possa vir a ser utilizada para habitações ou não, além de outros tipos de construções como edifícios, como uma possibilidade de substituição de materiais de alvenaria.
Entre as principais vantagens na utilização do papelão na construção civil, Gerusa destaca o uso de uma fundação apenas superficial e não subterrânea, pois a construção é leve. A construção de imóveis com este material é bem mais rápida do que os métodos convencionais porque é feita num sistema construtivo pré-fabricado.
"Além disso, os tubos de papelão são ocos, facilitando a instalação dos sistemas hidráulicos e elétricos, não havendo necessidade de quebrar paredes. Todo o processo é limpo e salubre podendo ser desmontado e remontado a qualquer tempo", garante a pesquisadora.
O custo de uma parede de papelão em relação à de alvenaria convencional por enquanto é proporcional, mas Gerusa lembra de alguns fatores que podem torná-lo um potencial material concorrente à alvenaria, como impostos adequados a construção civil, produção não só dos tubos, mas também de módulos pré-fabricados em larga escala.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Iluminação natural

Utilizar a luz solar diz respeito à eficiência energética, conforto visual e práticas sustentáveis 
Por: Michel Mello
O planejamento das obras em arquitetura e engenharia contemporânea no Brasil precisa considerar os efeitos positivos da iluminação natural. Essa postura de relutância em projetistas se deve em parte à formação desses profissionais que vem de uma trajetória de ensino que pertence ao século passado. Não prevê, por exemplo, o advento das crises energéticas, a falta de investimentos nos setores de geração e distribuição de energia, a extrapolação dos recursos naturais.
Por não ter sido devidamente assimilada por teóricos, mestres e professores, ainda não foi transmitida aos canteiros de obras. Um reflexo disso é que apesar de toda a possibilidade de uso da luz solar, já que a iluminação natural é uma velha conhecida do homem – algo que remonta à pré-história do homem, ao tempo das grandes pirâmides, Stonehenge e outros megalitos – a grande preferência é por utilizar a iluminação artificial, que é mais cara e poluente.
Atualmente, no país, poucas são as edificações que se utilizam de claraboias, novas janelas, telhas transparentes e outras tecnologias que permitem a utilização da luz natural. A ruptura entre novo e velho em termos de edificações se dá de modo que nada do que diga respeito à funcionalidade do passado possa ser aproveitado pelo futuro. O conceito de modernidade exclui todo um passado baseado em estudo muito preciso sobre a trajetória dos corpos celestes.
Sigfrido F. C. G. Graziano Junior
Para o arquiteto e especialista em iluminação e conforto ambiental, Sigfrido Graziano Junior, “para a grande parte do nosso território, tropical, recomenda-se o uso da luz natural de forma indireta e difusa. A incidência direta nas superfícies envidraçadas pode trazer aumento de temperatura interna e é recomendável apenas nos locais onde há necessidade de ganho de calor, como em regiões frias do Brasil e locais de maior altitude. Existem atualmente vidros especiais com filtros que reduzem a carga térmica, mas também trazem redução da iluminação, tornando necessário o acionamento da luz artificial durante o dia. O que é um gasto de energia dispensável se a luz natural chegasse nos ambientes de forma adequada”.
Sobre iluminação natural, luz solar e novas tecnologias de conforto visual e térmico entrevistamos o arquiteto Sigfrido Graziano:
Como fazer para conscientizar os diferentes públicos e inserir o tópico: luz solar em obras de engenharia e arquitetura?
Sigfrido Graziano: Há diversos caminhos, que passam tanto pela conscientização como pela legislação e mercado. Pela legislação, existem normas – por ora recomendações – como o “Regulamento de Etiquetagem dos Edifícios”, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), onde há incentivos para etiquetagem dos edifícios públicos, de prestação de serviços e que ainda é voluntário. Também há certificações como Selo da Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), ou Alta Qualidade Ambiental (AQUA), entre outros onde o uso da luz natural é um dos critérios a serem considerados. Aos poucos, os editais de projeto começam a exigir que as propostas tenham esses conceitos na sua elaboração até simulação computacional.
Os empreendedores já lançam edifícios que atendem aos requisitos de eficiência e sustentabilidade objetivando a valorização e também se observa que a venda de unidades com certificação é mais rápida, vantajosa e rentável. A conscientização começa pelo uso da luz como elemento de projeto e deve ser considerada desde a concepção da edificação e dos espaços. Isso faz parte da arquitetura bioclimática, eficiência energética e sustentabilidade. O corpo do projeto deve considerar todos esses aspectos.
Aspectos positivos da utilização da iluminação natural?
SG: Um argumento forte em prol da iluminação natural é a redução do consumo de energia. Ao se projetar adequadamente o uso da luz natural sem trazer aquecimento, atingimos dois aspectos principais:
- Elimina parte considerável da necessidade da iluminação artificial;
- Redução da necessidade de climatização em parte considerável do horário de uso do edifício.
Além disso, a radiação ultravioleta (UV), parte considerável da radiação solar, tem ação bactericida, que é recomendável para as áreas de longa permanência, como os dormitórios. Isso também é muito importante para hospitais e presídios, onde deve haver controle das doenças.
Quais são os benefícios sociais da iluminação natural dos ambientes?
SG: Há diversos benefícios quando esses conceitos são abordados no projeto como aspectos psicológicos e de qualidade visual. A característica de variação já é benéfica pelo acompanhamento do ciclo circadiano, ou seja, perceber a variação luminosa e cromática ao longo do dia.
A variação da luz também promove ajuste dos olhos, evitando a constância quando há apenas a iluminação artificial. O ambiente tem contato com o ambiente externo e isso é benéfico para sensação de pertencimento ao mundo, combatendo a claustrofobia. Também por isso diversos shoppings centers mais antigos já promoveram aberturas para o exterior.
De que trata a eficiência energética nos padrões de qualidade (ISO 14000)?
SG: A ISO 14000 é uma norma internacional que trata da gestão ambiental nas empresas. Muitas delas, para atender ao mercado globalizado, devem atender a essas normas internacionais e isso pode significar a sobrevivência da empresa. A certificação também traz necessidades de melhorias ano após ano. Assim, uma empresa certificada pela ISO 14000 em um ano deverá buscar melhorias em outro ano. O uso da luz natural e eficiência energética pode ser uma forma.
De que trata a redução de volumetria?
SG: Os planos diretores e códigos de obras definem áreas a serem ocupadas, taxas de ocupação, áreas verdes, áreas de preservação parcial. Muitas vezes há desrespeito desses conceitos, trazendo formação de verdadeiras barreiras para os ventos, para a luz natural e salubridade. É preciso observar que grandes volumes construídos podem trazer áreas urbanas mais escuras, sombreamentos excessivos, formação de áreas úmidas. O resultado pode ser áreas com micro-climas que tornam os ambientes dependentes de aparelhos de ar-condicionado constantemente ligados e luz artificial.
Quais os custos de manutenção com a luz artificial?
SG: A luz natural possibilita a desativação da luz artificial durante grande parte do dia, aumentando o período para troca de lâmpadas e reatores. Isso significa menos troca de equipamentos e profissionais para fazê-lo, menores interrupções, além é claro da economia na conta de energia.
A luz direta incide na prateleira de luz, ou lightshelf, que reflete para o teto e para o ambiente
O que são lightshelves?
SG: Há diversos elementos para bloqueio e redirecionamento da luz natural como brises, marquises, persianas, lightshelves (plural) e lightshelf (singular), que em inglês significam prateleiras ou estantes de luz. São alguns tipos de elementos de redirecionamento da luz natural. De forma indireta e difusa essa luz é benéfica, pois não traz a mesma carga térmica que ocorre quando há incidência solar nos vidros. Assim, a luz direta do sol pode incidir em elementos opacos e claros.
Pode quantificar a redução de custos em economia de energia elétrica em projetos?
SG:
Em estimativas realizadas, ao se adotar a luz natural para ambientes comerciais, há redução com a iluminação artificial e troca de lâmpadas em torno de R$ 15,00 por m² ao ano. Em termos de climatização é mais difícil e complexo chegar a um número, mas ao se reduzir a carga térmica, consequentemente há redução na necessidade de acionar os aparelhos de ar-condicionado.
Entrevistado
Sigfrido F. C. G. Graziano Junior
 
Currículo
- Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

- Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UFSC.
- Mestre em Engenharia de Produção/Ergonomia – área de Conforto Ambiental – Iluminação, com trabalho sobre o uso da luz natural em projetos, pela UFSC.
- Atua como Arquiteto e Engenheiro de Segurança do Trabalho na Caixa Econômica Federal.
- Realiza projetos residenciais, comerciais e institucionais, presta consultoria em projetos de eficiência e sustentabilidade e já atuou como professor em cursos de graduação e pós-graduação. 
Jornalista responsável: Silvia Elmor – MTB 4417/18/57 – Vogg Branded Content
Fonte: Cimento Itambé.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Plano do governo para implantação de smart grids no País sai ainda em 2010

Aneel afirma que documento passa pelos últimos acertos antes de ser publicado oficialmente
Por Luciano Costa

Crédito: Getty Images
O Grupo de Trabalho formado pelo governo para traçar a política pública para a implantação das linhas elétricas inteligentes - as smart grids - no País deve ser divulgado ainda neste ano. A expectativa é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que participou das reuniões da equipe, sob o comando do Ministério de Minas e Energia, que vai preparar a versão definitiva do relatório do grupo.
O superintendente de regulação dos serviços de energia elétrica do órgão, Paulo Henrique Silvestri, afirma que os subgrupos já estão fechando seus trabalhos. Entre as propostas que devem constar do texto, estão opções para financiar um programa de troca de medidores de energia concencionais por modelos eletrônicos em larga escala.
"Pode-se usar recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE - encargo cobrado nas contas de energia), que são usados hoje para financiar a tarifa para baixa renda e o progrma Luz Para Todos, que já estão em fase final. Como faltam poucos Estados para que ele seja concluído, deve ter uma sobra de recursos", adianta Silvestri. O técnico da Aneel também fala em linhas especiais de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do uso de dinheiro da Reserva Global de Reversão (RGR - fundo criado pelo pagamento de encargos por todos consumidores). Permitir que as próprias distribuidoras de energia banquem o investimento e depois recuperem o valor na cobrança das tarifas também é uma das ideias em estudo.
"Uma parte pode ser financiada dentro da própria tarifa, desde que não seja um impacto muito grande", explica Silvestri. O superintendente afirma que, segundo os cálculos da Aneel, a troca dos medidores do País em um prazo de dez anos custaria ao consumidor uma alta de 0,5% no preço da energia a cada ano, o que somaria 5% de reajuste no período."Agora, tem concessionárias em que o impacto (na conta) é maior, e outras em que é menor. Isso é uma média. Naquelas em que o custo é maior, teria de haver algum recurso (aplicado), enquanto, nas em que o custo é menor, talvez a distribuidora pudesse ela mesma fazer esse planejamento".
O técnico não descarta nem mesmo o aporte de recursos da União para alavancar o programa, e cita como exemplo o Luz Para Todos. "O programa era para acontecer em dez anos, mas o governo federal colocou recursos e fez em quatro anos. Tendo um fundo desses, pode-se fazer um trabalho em menos tempo (na área de concessão de) algumas empresas", analisa Silvestri.
 
 
 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eficiência Energética

O que é Eficiência Energética (EE)?

Trata-se de uma atividade técnico-econômica que objetiva:
• Proporcionar o melhor consumo de energia e água, com redução de custos operacionais correlatos;
• Minimizar contingenciamentos no suprimento desses insumos;
• Introduzir elementos e instrumentos necessários para o gerenciamento energético e hídrico da empresa ou empreendimento.


Como otimizar o consumo e quais são os benefícios

A redução do consumo pode ser obtida com medidas como:
• Utilização de técnicas de reúso, captação de águas pluviais, pesquisa para autoprodução;
• Substituição de dispositivos de iluminação por outros mais eficientes (lâmpadas PL, luminárias com melhor refletância, reatores eletrônicos);
• Utilização de sistemas de automação, possibilitando acionamento de motores;
• Iluminação somente diante de necessidades específicas;
• Adequação de grandezas elétricas como harmônicos e fator de potência às características da operação em questão;
• Substituição de insumo energético como energia elétrica por energia solar em caso de aquecimento de água;
• Reaproveitamento de energia em dissipação em insumo, como por exemplo o uso de energia térmica extraída em processo de aquecimento de ar como insumo para pré-aquecimento de água, etc.

A adoção de medidas dessa natureza, além de trazer benefícios diretos para o usuário (e.g. redução de custos, melhoria da competitividade), é igualmente benéfica para a sociedade, pois contribui para o desenvolvimento sustentável (utilização de menos recursos naturais e redução de gases de efeito estufa). 
O que é um projeto de eficiência energética?
Trata-se de atividade que define ações em determinada operação, visando primordialmente a redução de custos com consumo de insumos energéticos e hídricos, apresentando sugestões de viabilidade técnico-econômica de implantação, incluindo as especificações técnicas, o “project finance”, equipamentos, materiais, serviços e as implantações propriamente ditas, além do gerenciamento do projeto e a gestão dos resultados após o término das intervenções.
Assim, qualquer empresa ou empreendimento pode ser beneficiado com projeto de eficiência energética, através de retrofit de ativos operacionais e instalações, e adequação de procedimentos.
Em resumo, é um conjunto de medidas bem definidas que, quando implantadas, levarão a uma redução, previamente determinada, dos custos de consumo de água e/ou energia de uma empresa ou empreendimento, mantendo-se os níveis de produção e da qualidade do produto final.
O Projeto de EE passo a passo
A partir de uma Carta de Intenções (ou Autorização de Serviços) desenvolve-se um diagnóstico energo-hídrico, que identifica possibilidades de redução de consumo, estabelecendo-se critérios de viabilidade econômica.

Esse diagnóstico das instalações e operações determina os níveis de economia de energia desejados, bem como o volume do investimento necessário e o retorno resultante.

A aceitação do diagnóstico resulta na contratação da ESCO objetivando a implantação das possibilidades identificadas, além dos financiamentos necessários para tanto.

Assim, desenvolvem-se os procedimentos de projeto executivo, compra de equipamentos e serviços de instalação, objetivando-se a implantação, start-up e comissionamento das implantações necessárias.

Os resultados alcançados são avaliados através de Plano de Medição & Verificação, comprovando a redução do consumo de energia.

Após resultados, inicia-se a remuneração dos investimentos calculada sobre a economia gerada.
Etapas de um projeto de Eficiência Energética (EE)
  • Carta de Intenções (ou Autorização de Serviços)
  • Pré-diagnóstico Energético e Hídrico e Viabilidade Técnico-Econômica
  • Termo de Compromisso
  • Diagnóstico Detalhado: Energético e Hídrico
  • Viabilização do Financiamento
  • Negociação do Contrato
  • Implantação das Ações
  • Medição & Verificação dos Resultados

Metodologias usualmente aplicadas
Para a implementação de um projeto de eficiência energética, os seguintes passos devem ser seguidos:

·          Auditoria energética da instalação para identificar oportunidades de redução do consumo; caso existam oportunidades, apresentá-las ao cliente para verificar o interesse do mesmo; estabelecimento de critérios econômicos;

·          Diagnóstico energético da instalação, caso haja interesse do cliente; determinação da redução do consumo e da economia; determinação do investimento necessário; apresentação ao cliente;

·          Assinatura do contrato de performance, caso o cliente concorde em seguir com a implantação do projeto; caso o cliente opte por não seguir adiante, mesmo atendidos os critérios econômicos, o cliente deverá ressarcir à ESCO o custo do diagnóstico energético;

·          Assinatura do contrato de financiamento, caso a ESCO vá utilizar recursos de terceiros para a implementação do projeto;

·          Elaboração do projeto executivo e especificação de materiais e equipamentos para compra;

·          Diligenciamento de materiais e equipamentos;

·          Implantação;

·          Comissionamento;

·          Medição e verificação para comprovar a redução do consumo de energia;

·          Início do período de remuneração da ESCO.


Formas de Financiamento  
Recentes e vantajosas oportunidades de financiamento auxiliam e dispensam um empreendedor de aplicar seus próprios recursos.
Quais as formas de financiamento para Projetos de EE

BNDES – Banco de Desenvolvimento Econômico e Social:

- PROESCO, que financia projetos que comprovadamente contribuam para a economia de energia e água. Destacamos os projetos que utilizam equipamentos com tecnologia mais eficiente, tais como:
lâmpadas
motores elétricos
controladores de velocidade variável
bombas
aquecedores
ventiladores
refrigeradores
sistemas de ar condicionado
fornos e fornalhas
caldeiras e sistemas de vapor
sistemas de cogeração
sistemas automatizados de gerenciamento de energia

- FINEM, de apoio a empreendimentos, que financia projetos de implantação, expansão e modernização, incluída a aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES, bem como a importação de maquinários e capital de giro associado, realizados diretamente ou através das instituições financeiras credenciadas.

E também:
- Bancos Públicos e Privados.

- FINEP.

- Fundos Constitucionais de Financiamento, voltados para atividades nos setores agropecuário, mineral, industrial, agroindustrial, turístico, comercial e de serviços das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como:
FNO Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (via Banco da Amazônia e apenas região norte)
FNE Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (via Banco do Nordeste e apenas região nordeste)
FCO Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (via Banco do Brasil e apenas na região centro-oeste).

- Fundos Particulares de Investimentos, geralmente associados diretamente a uma ESCO.

- Concessionárias de Energia Elétrica.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tipos de cabos de rede

Existem basicamente 3 tipos diferentes de cabos de rede: os cabos de par trançado (que são, de longe, os mais comuns), os cabos de fibra óptica (usados principalmente em links de longa distância) e os cabos coaxiais, ainda usados em algumas redes antigas.
Existem vários motivos para os cabos coaxiais não serem mais usados hoje em dia: eles são mais propensos a mal contato, os conectores são mais caros e os cabos são menos flexíveis que os de par trançado, o que torna mais difícil passá-los por dentro de tubulações. No entanto, o principal motivo é o fato de que eles podem ser usados apenas em redes de 10 megabits: a partir do momento em que as redes 10/100 tornaram-se populares, eles entraram definitivamente em desuso, dando lugar aos cabos de par trançado. Entre eles, os que realmente usamos no dia-a-dia são os cabos "cat 5" ou "cat 5e", onde o "cat" é abreviação de "categoria" e o número indica a qualidade do cabo.
Fabricar cabos de rede é mais complicado do que parece. Diferente dos cabos de cobre comuns, usados em instalações elétricas, os cabos de rede precisam suportar freqüências muito altas, causando um mínimo de atenuação do sinal. Para isso, é preciso minimizar ao máximo o aparecimento de bolhas e impurezas durante a fabricação dos cabos. No caso dos cabos de par trançado, é preciso, ainda, cuidar do entrançamento dos pares de cabos, que também é um fator crítico.
Existem cabos de cat 1 até cat 7. Como os cabos cat 5 são suficientes tanto para redes de 100 quanto de 1000 megabits, eles são os mais comuns e mais baratos; geralmente custam em torno de 1 real o metro. Os cabos cat5e (os mais comuns atualmente) seguem um padrão um pouco mais estrito, por isso dê preferência a eles na hora de comprar.
Em todas as categorias, a distância máxima permitida é de 100 metros. O que muda é a freqüência (e, conseqüentemente, a taxa máxima de transferência de dados suportada pelo cabo) e o nível de imunidade a interferências externas. Esta é uma descrição de todas as categorias de cabos de par trançado existentes:
Categoria 1: Utilizado em instalações telefônicas, porém inadequado para transmissão de dados.
Categoria 2: Outro tipo de cabo obsoleto. Permite transmissão de dados a até 2.5 megabits e era usado nas antigas redes Arcnet.
Categoria 3: Era o cabo de par trançado sem blindagem mais usado em redes há uma década. Pode se estender por até 100 metros e permite transmissão de dados a até 10 Mbps. A principal diferença do cabo de categoria 3 para os obsoletos cabos de categoria 1 e 2 é o entrançamento dos pares de cabos.
Enquanto nos cabos 1 e 2 não existe um padrão definido, os cabos de categoria 3 (assim como os de categoria 4 e 5) possuem pelo menos 24 tranças por metro e, por isso, são muito mais resistentes a ruídos externos. Cada par de cabos tem um número diferente de tranças por metro, o que atenua as interferências entre os pares de cabos. Praticamente não existe a possibilidade de dois pares de cabos terem exatamente a mesma disposição de tranças.
Categoria 4: Cabos com uma qualidade um pouco melhor que os cabos de categoria 3. Este tipo de cabo foi muito usado em redes Token Ring de 16 megabits. Em teoria podem ser usados também em redes Ethernet de 100 megabits, mas na prática isso é incomum, simplesmente porque estes cabos não são mais fabricados.
Categoria 5: A grande vantagem desta categoria de cabo sobre as anteriores é a taxa de transferência: eles podem ser usados tanto em redes de 100 megabits, quanto em redes de 1 gigabit.
Categoria 5e: Os cabos de categoria 5e são os mais comuns atualmente, com uma qualidade um pouco superior aos cat 5. Eles oferecem uma taxa de atenuação de sinal mais baixa, o que ajuda em cabos mais longos, perto dos 100 metros permitidos. Estão disponíveis tanto cabos blindados, quantos cabos sem blindagem, os mais baratos e comuns.
Além destes, temos os cabos de categoria 6 e 7, que ainda estão em fase de popularização:
Categoria 6: Utiliza cabos de 4 pares, semelhantes aos cabos de categoria 5 e 5e. Este padrão não está completamente estabelecido, mas o objetivo é usá-lo (assim como os 5e) nas redes Gigabit Ethernet. Já é possível encontrar cabos deste padrão à venda em algumas lojas. Você pode ler um FAQ sobre as características técnicas dos cabos cat 6 no:
http://www.tiaonline.org/standards/category6/faq.cfm
Categoria 7: Os cabos cat 7 também utilizam 4 pares de fios, porém usam conectores mais sofisticados e são muito mais caros. Tanto a freqüência máxima suportada, quanto a atenuação de sinal são melhores do que nos cabos categoria 6. Está em desenvolvimento um padrão de 10 Gigabit Ethernet que utilizará cabos de categoria 6 e 7.
Em caso de dúvida, basta checar as inscrições decalcadas no cabo. Entre elas está a categoria do cabo, como na foto.
Você pode comprar alguns metros de cabo e alguns conectores e crimpar os cabos você mesmo, ou pode comprá-los já prontos. Em ambos os casos, os cabos devem ter no mínimo 30 centímetros e no máximo 100 metros, a distância máxima que o sinal elétrico percorre antes que comece a haver uma degradação que comprometa a comunicação.
Naturalmente, os 100 metros não são um número exato. A distância máxima que é possível atingir varia de acordo com a qualidade dos cabos e conectores e as interferências presentes no ambiente. Já vi casos de cabos de 180 metros que funcionavam perfeitamente, e casos de cabos de 150 que não. Ao trabalhar fora do padrão, os resultados variam muito de acordo com as placas de rede usadas e outros fatores. Ao invés de jogar com a sorte, é mais recomendável seguir o padrão, usando um hub/switch ou um repetidor a cada 100 metros, de forma a reforçar o sinal.
Comprar os cabos já prontos é muito mais prático, mas tem alguns inconvenientes. Muita gente (a maioria, acredito :) não acha muito legal ver cabos espalhados pelo chão da sala. Alguns desavisados chegam a tropeçar neles, derrubando micros, quebrando os conectores das placas de rede, entre outros acidentes desagradáveis.
Para dar um acabamento mais profissional, você precisa passar os cabos por dentro das tubulações das paredes ou pelo teto e é mais fácil passar o cabo primeiro e crimpar o conector depois do que tentar fazer o contrário. Se preferir crimpar o cabo você mesmo, vai precisar comprar também um alicate de crimpagem. Ele "esmaga" os contatos do conector, fazendo com que eles entrem em contato com os fios do cabo de rede.
Os cabos de rede transmitem sinais elétricos a uma freqüência muito alta e a distâncias relativamente grandes, por isso são muito vulneráveis a interferências eletromagnéticas externas.
Nos cabos coaxiais (tanto os de rede quanto os usados em antenas de TV) é usada uma malha de metal que protege o cabo de dados contra interferências externas. Os cabos de par trançado, por sua vez, usam um tipo de proteção mais sutil: o entrelaçamento dos cabos cria um campo eletromagnético que oferece uma razoável proteção contra interferências externas. Cada um dos quatro pares segue um padrão diferente de entrançamento, o que faz com que as transmissões de um não interfiram com as dos vizinhos.

(esquema do antigo cabo de rede coaxial)
Além dos cabos sem blindagem, conhecidos como UTP (Unshielded Twisted Pair), existem os cabos blindados conhecidos como STP (Shielded Twisted Pair). A única diferença entre eles é que os cabos blindados, além de contarem com a proteção do entrelaçamento dos fios, possuem uma blindagem externa (assim como os cabos coaxiais) e por isso são mais adequados a ambientes com fortes fontes de interferências, como grandes motores elétricos ou grandes antenas de transmissão muito próximas.
Quanto maior for o nível de interferência, menor será o desempenho da rede, menor será a distância que poderá ser usada entre os micros e mais vantajosa será a instalação de cabos blindados. Em ambientes normais, porém, os cabos sem blindagem funcionam perfeitamente bem. Na ilustração temos um exemplo de cabo com blindagem, com proteção individual para cada par de cabos. Existem também cabos mais "populares", que utilizam apenas uma blindagem externa que envolve todos os cabos.
Outras fontes menores de interferências são as lâmpadas fluorescentes (principalmente lâmpadas cansadas, que ficam piscando), cabos elétricos, quando colocados lado a lado com os cabos de rede, e mesmo telefones celulares muito próximos dos cabos. Este tipo de interferência não chega a interromper o funcionamento da rede, mas pode causar perda de pacotes.
No final de cada pacote TCP são incluídos 32 bits de CRC, que permitem verificar a integridade dos dados. Ao receber cada pacote, a estação verifica se a soma dos bits "bate" com o valor do CRC. Sempre que a soma der errado, ela solicita a retransmissão do pacote, o que é repetido indefinidamente, até que ela receba uma cópia intacta. Graças a esse sistema é possível transmitir dados de forma confiável mesmo através de links ruins (como, por exemplo, uma conexão via modem). Porém, quanto mais intensas forem as interferências, mais pacotes precisam ser retransmitidos e pior é o desempenho da rede.