sexta-feira, 10 de setembro de 2010

STJ discute uso de créditos do ICMS

Brasília - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou o julgamento de uma disputa bilionária entre os Fiscos estaduais e as concessionárias de telefonia. Há nove anos, as concessionárias tentam na Justiça ver reconhecida a possibilidade de aproveitar créditos do ICMS decorrentes da aquisição de energia elétrica, necessária ao processo de telecomunicação.

A 1ª Seção analisa um recurso proposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra a Brasil Telecom, que saiu na frente no único voto proferido até agora pelo ministro Luiz Fux. O julgamento, interrompido por um pedido de vista, deve influenciar centenas de ações de concessionárias que tramitam na Justiça.

Apesar de não ter sido apresentado um levantamento preciso do impacto financeiro da disputa, trata-se de um passivo bilionário, acumulado desde 2001, ano em que os Estados passaram a negar a possibilidade de uso dos créditos do ICMS.

A mudança nas regras, até então vigentes, foi estabelecida pela Lei Complementar nº 102, de 2000. A norma alterou o artigo 33 da Lei Complementar nº 87, de 1996, e determinou que a energia elétrica só geraria créditos quando utilizada em processo de industrialização. Até então, a norma permitia o aproveitamento de crédito decorrente do uso de energia de forma ampla. A maioria das concessionárias, porém, continuou a usar os créditos. O fato resultou nas autuações fiscais discutidas atualmente no Judiciário.

As empresas defendem que o Decreto nº 640, de 1962, equiparou o setor à atividade industrial e, por esse motivo, poderiam ser enquadradas nas hipóteses de direito ao aproveitamento de créditos do ICMS incidente na compra de energia elétrica.

No caso da Brasil Telecom, o Estado do Rio Grande do Sul tenta modificar um acórdão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que adotou esse entendimento. De acordo com a advogada Misabel Derzi, do escritório Sacha Calmon Misabel Derzi Advogados, que defende a Brasil Telecom, a energia é essencial à telecomunicação. E, por isso, se enquadra no conceito de insumo estabelecido na Lei Complementar nº 87.

Segundo Misabel, somente por meio da transformação física e mecânica da energia elétrica em pulsos é possível produzir sons e realizar a comunicação. "O Brasil adotou o princípio da não cumulatividade de impostos, e isso tem que ser respeitado", diz. Na opinião do advogado André Mendes Moreira, do Sacha Calmon, outros entendimentos já tomados pelo STJ poderiam ser comparados à situação. "O STJ entendeu que empresas de serviço de transportes têm direito ao crédito do ICMS gerado na aquisição de óleo combustível, por se tratar de um insumo essencial para a atividade", afirma Moreira.

Os Estados, por sua vez, alegam que, para ser considerado industrial, o setor de telecomunicações deveria realizar verdadeira transformação da matéria-prima, o que não ocorreria. De acordo com o procurador do Estado do Rio Grande do Sul, Romero Jobim Neto, o serviço de telecomunicação representa uma prestação de serviços e não uma industrialização, conforme o conceito definido no Código Tributário Nacional (CTN). "O insumo tem que ser submetido a uma operação que modifique sua natureza, o que não acontece no caso", diz Neto.

O ministro Luiz Fux, relator do processo, foi favorável à tese da empresa, por entender que a energia passa por um processo de industrialização. "A energia é utilizada como insumo necessário às concessionárias de telecomunicação e inerente à prestação de serviços", afirma. Apesar do pedido de vista antecipada do ministro Hamilton Carvalhido, o ministro Herman Benjamin chegou a anunciar um posicionamento favorável ao Fisco. Em seguida, porém, declarou que poderia ser convencido do contrário.




Fonte: Valor Econômico 
Autor: Luiza de Carvalho

LED 2010 - Exposição e Conferência Internacional sobre LED


"Exposição e Conferência Internacional sobre LED"

Assista o vídeo de iluminação da Torre Eiffel

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

STJ discute uso de créditos do ICMS

Brasília - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou o julgamento de uma disputa bilionária entre os Fiscos estaduais e as concessionárias de telefonia. Há nove anos, as concessionárias tentam na Justiça ver reconhecida a possibilidade de aproveitar créditos do ICMS decorrentes da aquisição de energia elétrica, necessária ao processo de telecomunicação.

A 1ª Seção analisa um recurso proposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra a Brasil Telecom, que saiu na frente no único voto proferido até agora pelo ministro Luiz Fux. O julgamento, interrompido por um pedido de vista, deve influenciar centenas de ações de concessionárias que tramitam na Justiça.

Apesar de não ter sido apresentado um levantamento preciso do impacto financeiro da disputa, trata-se de um passivo bilionário, acumulado desde 2001, ano em que os Estados passaram a negar a possibilidade de uso dos créditos do ICMS.

A mudança nas regras, até então vigentes, foi estabelecida pela Lei Complementar nº 102, de 2000. A norma alterou o artigo 33 da Lei Complementar nº 87, de 1996, e determinou que a energia elétrica só geraria créditos quando utilizada em processo de industrialização. Até então, a norma permitia o aproveitamento de crédito decorrente do uso de energia de forma ampla. A maioria das concessionárias, porém, continuou a usar os créditos. O fato resultou nas autuações fiscais discutidas atualmente no Judiciário.

As empresas defendem que o Decreto nº 640, de 1962, equiparou o setor à atividade industrial e, por esse motivo, poderiam ser enquadradas nas hipóteses de direito ao aproveitamento de créditos do ICMS incidente na compra de energia elétrica.

No caso da Brasil Telecom, o Estado do Rio Grande do Sul tenta modificar um acórdão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que adotou esse entendimento. De acordo com a advogada Misabel Derzi, do escritório Sacha Calmon Misabel Derzi Advogados, que defende a Brasil Telecom, a energia é essencial à telecomunicação. E, por isso, se enquadra no conceito de insumo estabelecido na Lei Complementar nº 87.

Segundo Misabel, somente por meio da transformação física e mecânica da energia elétrica em pulsos é possível produzir sons e realizar a comunicação. "O Brasil adotou o princípio da não cumulatividade de impostos, e isso tem que ser respeitado", diz. Na opinião do advogado André Mendes Moreira, do Sacha Calmon, outros entendimentos já tomados pelo STJ poderiam ser comparados à situação. "O STJ entendeu que empresas de serviço de transportes têm direito ao crédito do ICMS gerado na aquisição de óleo combustível, por se tratar de um insumo essencial para a atividade", afirma Moreira.

Os Estados, por sua vez, alegam que, para ser considerado industrial, o setor de telecomunicações deveria realizar verdadeira transformação da matéria-prima, o que não ocorreria. De acordo com o procurador do Estado do Rio Grande do Sul, Romero Jobim Neto, o serviço de telecomunicação representa uma prestação de serviços e não uma industrialização, conforme o conceito definido no Código Tributário Nacional (CTN). "O insumo tem que ser submetido a uma operação que modifique sua natureza, o que não acontece no caso", diz Neto.

O ministro Luiz Fux, relator do processo, foi favorável à tese da empresa, por entender que a energia passa por um processo de industrialização. "A energia é utilizada como insumo necessário às concessionárias de telecomunicação e inerente à prestação de serviços", afirma. Apesar do pedido de vista antecipada do ministro Hamilton Carvalhido, o ministro Herman Benjamin chegou a anunciar um posicionamento favorável ao Fisco. Em seguida, porém, declarou que poderia ser convencido do contrário.



Fonte: Valor Econômico
Autor: Luiza de Carvalho

Setor elétrico tem queda no número de acidentes

Evento em São Paulo premiou empresas que se destacaram na área


A taxa de acidentes causados por eletricidade entre funcionários do setor de energia elétrica tem caído gradativamente. É o que mostrou balanço apresentado pela Fundação Coge na última semana, durante o anúncio das empresas que foram contempladas com o Prêmio Medalha Eloy Chaves, entregue em evento promovido em São Pauo. O reconhecimento é dado às companhias de energia elétrica que se destacaram na prevenção de acidentes entre seus empregados – próprios e contratados - e entre a população ao longo de 2009.
O levantamento apresentou índices contabilizados desde 2004, ano em que entrou em vigor a Norma Regulamentadora 10 (NR10) - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Entre as avaliações, quesitos como as taxas de frequência - associada ao número de acidentes durante as horas de exposição ao risco - e as taxas de gravidade – que considera o tempo de afastamento do empregado.
Os números apontam uma queda significativa nesses índices. Entre os empregados das contratadas, os terceirizados, os índices da taxa de frequência e da taxa de gravidade no último levantamento foram de 5,41 e de 1.792 respectivamente, contra 7,55 e 2.869 registrados em 2004. Já entre os empregados próprios as taxas de frequência e de gravidade em 2009 foram de 3,58 e 238, contra 5,11 e 522 apresentadas em 2004.
Segundo o gerente de segurança e saúde da Fundação Coge, Cesar Vianna Moreira, o índice de 3,58 em taxa de frequência entre empregados próprios foi inédito em toda história do setor elétrico. Para ele, essa melhoria está associada não só ao surgimento da NR10, mas também a ações de todas as entidades envolvidas com o setor, como a Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), a Fundação Coge e o Ministério do Trabalho. Moreira também destaca as medidas preventivas desenvolvidas pelas próprias companhias, que levam mais informação sobre os riscos com eletricidade aos funcionários e à comunidade.
O levantamento, porém, também mostra que ainda há trabalho a se fazer. Os números apontam que, mesmo com a diminuição das taxas, houve acidentes graves e fatais entre as empresas contratadas, além de 60 casos de métodos e procedimentos arriscados.
Para Moreira, da Fundação Coge, as estatísticas apresentadas são "importantíssimas" para o desenvolvimento de métodos mais eficazes pelas companhias.
Medalha Eloy Chaves
A premiação é uma iniciativa da ABCE em parceria com a Eletrobras e a Fundação Coge - esta última responsável por realizar atividades de pesquisa, ensino, consultoria e desenvolvimento institucional no setor elétrico. A ABCE também é responsável por reunir e conferir os dados estatísticos fornecidos pelas empresas que pretendem concorrer ao Prêmio. As informações seguem as exigências da NBR14280, que fixa critérios para o registro, comunicação, estatística, investigação e análise de acidentes do trabalho.
O prêmio está em seu 30º ano e para o presidente da ABCE, José Simões Neto, é um reconhecimento dos esforços em segurança no trabalho do setor. “O setor elétrico é um dos que mais investem em prevenção de acidentes, sendo reconhecido como um dos mais organizados e estruturados”, afirma José Simões Neto, presidente da ABCE.
Vencedoras
Conheça abaixo as empresas reconhecidas pelo desempenho em serviços de prevenção de acidentes no ano de 2009:
Grupo I - Distribuidoras com até 500 empregados em sua força de trabalho:
1º Cia Jaguari de Energia – CPFL Jaguari
2º Cia Nacional de Energia Elétrica – CNEE (Rede Energia)
3 º Cia Sul Paulista de Energia – CPFL Sul Paulista
Grupo II - Distribuidoras de 501 a 2000 empregados em sua força de trabalho:
1º Cia Luz e Força Santa Cruz – CPFL Santa Cruz
2º Distribuidora de Energia S.A. – Energisa Borborema
3º Caiuá Distribuição de Energia S.A. – Caiuá (Rede Energia)
Grupo III - Distribuidoras com mais de 2000 empregados em sua força de trabalho:
1º Cia Piratininga de Força e Luz – CPFL Piratininga
2º Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. – AES Sul
3º Cia Energética de Brasília – CEB
Grupo IV - Geradoras / Transmissoras, independente do número de empregados:
1º Duke Energy International, Geração Paranapanema. – Duke
2º Campos Novos Energia S.A. – Enercan
3º Energética Barra Grande S.A. – Baesa

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bahia entra no mapa da energia eólica

Da Agência Ambiente EnergiaCom um política de incentivo forte para atrair os investidores e a força dos ventos locais, a Bahia entrou de vez no mapa brasileiro de energia eólica. Nos leilões de fontes alternativas e de reserva que o governo fez no final de agosto, o estado ganhou mais uma posição do ranking, com os 587,4 MW de potência instalada, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, com 1.064,6 MW. O Ceará, pioneiro neste tipo de alternativa no país, registrou 150 MW.
Investidores como Brennand Energia, Chesf, Iberdrola, Renova Energia, Consórcio Pedra do Reino e SoWiTec do Brasil estão na lista dos vencedores, com projetos de parques eólicos para os municípios de Casa Nova, Juazeiro, Sobradinho, Morro do Chapéu, Igaporã, Guanambi e Pindaí. A previsão é que os projetos entrem em operação a partir de 2013. “Isso é o começo de uma revolução na nossa matriz energética”, avalia Rafael Valverde, professor de Fontes Renováveis de Energia da Unifacs e assessor especial da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Sicm).
“Nota-se um interesse cada vez maior dos empreendedores pela exploração da energia eólica. E, desta vez, a Bahia conquistou um resultado incontestável no cenário nacional, confirmando a tendência já percebida no último leilão para o setor, realizado em 2009, quando o nosso Estado causou surpresa ficando na terceira posição em capacidade instalada em energia eólica”, destaca Valverde.
Segundo ele, o estado já tem protocolos assinados com 11 empresas ligadas ao setor eólico para a instalação de um segmento eólico competitivo. Uma delas é a Alstom, fábrica de aerogeradores que está investindo R$ 50 milhões na unidade industrial de Camaçari e projeta faturamento anual de até R$ 1 bilhão, considerando a capacidade máxima. Das outras 10, três delas já iniciaram a implantação de parques eólicos.
A lista, de acordo com a Sicm, conta com a Renova Energia, que está investindo mais de R$ 2,3 bilhões na implantação de 27 usinas; Desenvix, que investe R$ 400 milhões na instalação de três usinas em Brotas de Macaúbas, e a Eólica Energia, que investe R$ 150 milhões em uma usina no norte do estado, região de Sobradinho.
De acordo com Valverde, as empresas estão apostando em energia eólica em função de uma série de fatores, entre eles pesa bastante a forte pressão mundial pela geração de energia limpa, proveniente de fontes renováveis.
“Está caindo por terra o conceito de que esse tipo de indústria é cara. Para se ter uma ideia, historicamente, o preço mais alto em leilões de energia era relativo à energia eólica. Há poucos anos, a oferta girava em torno de R$ 240 por megawattshora (MWh), passando para um preço médio de R$ 122,69 MWh, na modalidade energia de reserva nesse último leilão”, ressalta.
“O preço alcançado especialmente pela fonte eólica nos dois certames deverá promover uma revolução no setor. Ela foi vendida mais barata que as usinas de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas”, explica Valverde. (Com informações da Scim e Seinfra).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Espanha entra para valer no mercado de energias renováveis no país

 
 
A empresa Iberdrola, maior companhia de energias renováveis do mundo e de origem espanhola, entrou para valer no mercado brasileiro. Iberdrola, que foi a empresa que patrocinou a seleção de futebol campeã do mundo na última copa de África do Sul, foi uma das maiores vendedoras de energia no leilão de fontes alternativas de energia, realizado na última quinta-feira (26) e convocado pelo Governo Federal, ficando atrás somente da Impsa quem, por meio da sua controlada Energimp.

No total, foram negociados 714 megawatts (MW), provenientes de parques eólicos, usinas movidas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e a empresa espanhola negociou 109,5 megawatts (MW) médios de nove usinas eólicas, todas localizadas no nordeste.

Nos últimos leilões de fontes alternativas e de energia de reserva promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) se comercializaram 1159 megawatts médios de 89 usinas, entre eólicas, pequenas centrais hidroelétricas e biomassa.

A potência total das usinas soma 2.892,2 megawatts e representa um investimento total de quase 10 bilhões de reais no país.

O destaque deste último processo foi a queda significativa dos preços da energia eólica, em comparação aos de 2009.

Segundo a ANEEL, no leilão de fontes alternativas, que terão início de suprimento em 2013, o preço médio de venda de energia das pequenas centrais hidrelétricas (produtos por quantidade) foi de R$ 146,99/MWh (reais por megawatt-hora), o que representou um deságio de 5,17% do preço inicial. Para o produto por disponibilidade biomassa o preço médio foi de R$ 137,92/MWh, com uma queda de 17,41%, para o produto por disponibilidade eólica o preço médio foi de R$134,1/MWh com uma diminuição de 19,7%.

No total, 56 usinas comercializaram energia no leilão de fontes alternativas (50 eólicas, uma usina de biomassa e cinco pequenas centrais hidrelétricas).

A duração dos contratos para a energia negociada pelas PCHs é de 30 anos, para as usinas de biomassa e eólicas a duração é de 20 anos.
Fonte: O Repórter

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Abeeólica ainda vê necessidade de leilões exclusivos

Governo pretende continuar com estratégia de licitações conjuntas


Apesar do bom resultado nos leilões de fontes alternativas e de energia de reserva, que terminaram com domínio dos parques eólicos sobre as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas a biomassa, o setor ainda pede por certames exclusivos, como o realizado em dezembro passado. Na ocasião, os empreendimentos da fonte alcançaram uma tarifa média de R$148 por MWh, contra R$130,86 de média nas licitações da semana passada.
"Há necessidade, sim, de um leilão específico, para que a gente consiga garantir um volume de contratação para que esses preços baixos sejam sustentáveis através do tempo. Não vamos ter, daqui pra frente, uma série de condições que apareceram neste certame", argumenta o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Ricarco Simões. A possibilidade desses certames únicos, porém, foi afastada pelo governo. Após os leilões, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que as próximas licitações devem novamente colocar as fontes para concorrer juntas. A avaliação é de que o modelo tem obtido sucesso e contribuído para a modicidade tarifária.
Entre os fatores que Ricardo Simões, da Abeeólica, acredita que influenciaram no preço apresentado no último certame e que talvez não se repitam está o real valorizado frente a moedas como o dólar e o euro. Outros pontos também citados são "a enorme competição nos dois certames" e os efeitos da crise internacional que ainda pairam sobre a economia global. "O resto do mundo está estagnado, principalmente a Europa, com taxas de crescimento baixas. O Brasil está sendo bastante atrativo, o que fez com que os grandes produtores de equipamentos eólicos se voltassem para o País de forma estratégica".
O presidente da Abeeólica também elogiou a "segurança jurídica fantástica" do Brasil, que teria ajudado a atrair a confiança dos empreendedores. "Passamos por duas mudanças de governo e todos os contratos foram respeitados. Isso começa a repercutir nos preços", avalia.