sábado, 28 de agosto de 2010

Funcionário treinado mantém máquina funcionando

A Manutenção Produtiva Total (conhecida pela sigla em inglês TPM - Total Productive Maintenance) surgiu no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, para evitar que as máquinas ficassem muito tempo paradas e, consequentemente, sem produzir e sem gerar lucros. 
A melhor maneira encontrada para se aproximar cada vez mais de nível zero em perdas e desperdícios, foi investir na autonomia dos operadores e prevenir panes nas máquinas.

Até meados da década de 1940, as indústrias trabalhavam com o sistema de manutenção corretiva, ou seja, esperava a máquina dar pane e parar de funcionar para corrigir qualquer tipo de problema. No entanto, este tipo de ação causava retrabalhos, perda de tempo e prejuízos financeiros. Para mudar esse quadro, começou a se dar mais ênfase na manutenção preditiva e preventiva. Foi a partir deste ponto que surgiu o conceito de TPM.


Manutenção Produtiva TotalNa TPM, a manutenção é uma parte vital do processo industrial e está inserida na rotina da fábrica, evitando, ao máximo, paradas de emergência. Para isso, os cinco pilares que mantém ereto este sistema são eficiência, auto-reparo, planejamento, treinamento e ciclo de vida.
A principal diferença da TPM para os outros conceitos de manutenção está em aumentar a satisfação do funcionário, que recebe investimentos da empresa e não fica restrito a trabalhos mecânicos, tendo grande importância no processo. O que, consequentemente, melhora a produtividade.

Para manter esta estrutura em funcionamento, a maioria dos problemas possíveis de aparecer em uma máquina pode ser resolvidos pelo próprio operador, parte importante do processo, treinado para isso. Além de não depender de um outro setor para resolver certas panes, o conserto é mais rápido, com menos mão de obra e independente.

Para que a TPM seja eficaz, de fato, a capacitação é essencial, tanto para os operadores que farão os ajustes necessários no equipamento, quanto para os mantenedores, para serem multifuncionais, e engenheiros, que podem desenvolver máquinas e equipamentos que precisem cada vez menos de manutenção, mais duradouras e eficientes.
Também não se pode esquecer da ênfase que o conceito dá para as paradas agendadas. Assim, é possível verificar se existe algum problema no equipamento e já consertá-lo, antes que a falha se agrave e o funcionamento seja interrompido por tempo indeterminado. Este processo permite a liberdade de marcar as manutenções para horários em que a produção já é mais baixa, naturalmente. Evitar as manutenções de emergência é essencial para a TPM, e, ao evitar as panes graves, o procedimento ainda aumenta o ciclo de vida dos equipamentos.

Este conceito exige um forte planejamento e dedicação da empresa, qualificação de funcionários e uma estruturação bem definida para que se alcance os resultados esperados em reduzir perdas de produção e de tempo. Pode, em um primeiro momento, parecer um investimento alto, no entanto, os benefícios econômicos que virão na sequência compensam os esforços. Além disso, ainda transforma o trabalho em uma atividade agradável e gratificante para funcionários em todos os níveis hierárquicos de uma indústria. 
Fonte: Portal Cimm

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O que é eficiência energética? Por que se desperdiça energia?

O que é eficiência energética?


Qualquer atividade em uma sociedade moderna só é possível com o uso intensivo de uma ou mais formas de energia.
Dentre as diversas formas de energia interessam, em particular, aquelas que são processadas pela sociedade e colocadas à disposição dos consumidores onde e quando necessárias, tais como a eletricidade, a gasolina, o álcool, óleo diesel, gás natural, etc.
A energia é usada em aparelhos simples (lâmpadas e motores elétricos) ou em sistemas mais complexos que encerram diversos outros equipamentos (geladeira, automóvel ou uma fábrica).
Estes equipamentos e sistemas transformam formas de energia. Uma parte dela sempre é perdida para o meio ambiente durante esse processo. Por exemplo: uma lâmpada transforma a eletricidade em luz e calor. Como o objetivo da lâmpada é iluminar, uma medida da sua eficiência é obtida dividindo a energia da luz pela energia elétrica usada pela lâmpada.
Da mesma forma pode-se avaliar a eficiência de um automóvel dividindo a quantidade de energia que o veículo proporciona com o seu deslocamento pela que estava contida na gasolina originalmente.
Outra fonte de desperdício deriva do uso inadequado dos aparelhos e sistemas. Uma lâmpada acesa em uma sala sem ninguém também é um desperdício, pois a luz não serve ao seu propósito de iluminação.
Também um veículo parado em um engarrafamento está usando mais energia do que a necessária por conta do tempo que fica parado no congestionamento.
Outros fatores mais sutis explicam muitos desperdícios. Um construtor barateia a construção não isolando o "boiler" e os canos de água quente, pois quem pagará pelo desperdício será o consumidor.
Vale notar que esses efeitos se multiplicam à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia.

Por que se desperdiça energia?


Uma lâmpada incandescente comum tem uma eficiência de 8% (ou seja, 8% da energia elétrica usada é transformada em luz e o restante aquece o meio ambiente). A eficiência de uma lâmpada fluorescente compacta, que produz a mesma iluminação, é da ordem de 32%.
Como o preço da lâmpada eficiente é entre 10 a 20 vezes mais caro do que a comum, a decisão de qual delas comprar dependerá de fatores econômicos que consideram a vida útil de cada uma e a economia proporcionada na conta de luz.
Os cálculos para tomar a decisão acima não são triviais. Exigem o domínio de ferramentas de matemática financeira desconhecidas pela maioria dos consumidores.
A seleção de equipamentos e sistemas mais complexos pode ser mais difícil ainda. Esta é a razão pela qual muitos consumidores usam inadequadamente todas as formas de energia.

Comissionamento de cabos de média tensão

Os cabos de média tensão com classes de 3,6/6kV a 20/35kV são testados pelos fabricante s através do método de descargas parciais, visando determinar se existem falhas no preenchimento entre a superfície semicondutora e a camada dielétrica do cabo, descartando com isto quaisquer problemas de perfurações do isolamento após sua energização.
Durante sua instalação é comum que os cabos sofram estresse com os esforços mecânicos, tais como tração, curvaturas reduzidas e atrito. Após a instalação devemos realizar testes que comprovem o seu perfeito estado de conservação para que possam ser energizados com segurança.
Na prática, a maior parte dos instaladores utilizam o teste de medição da resistência de isolamento do condutor, através da injeção de corrente contínua com meghômetros de tensão 5kV pelo período de 1 a 5 minutos. Segundo a norma NBR 7286, cabos fabricados com isolação em EPR devem possuir isolação maior do que 3,7Mohms/km. Na prática, muitos utilizam a regra de que deve-se ter uma isolação medida maior do que 3 Mohms por kV da classe de isolamento do cabo.
Mas segundo os fabricantes, o teste de resistência de isolamento não assegura que existam furos no isolamento do cabo. Para que possamos testá-lo adequadamente, devemos utilizar o HI-Pot, injetando uma tensão em corrente contínua 70% do valor nominal do cabo.
Mas cuidado: o teste com o Hi-Pot é considerado um teste destrutivo, pois a cada teste realizado estamos comprometemos a camada semicondutora do cabo. A cada repetição do teste de injeção de tensão em corrente contínua com o Hi-Pot, devemos considerar a aplicação de uma tensão 20% menor que a anteriormente aplicada sob o risco de perfuração do cabo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Consumo cada vez maior de energia não ameaça crescimento, afirma Tolmasquim


Presidente da EPE garante que País está preparado para a demanda crescente
Agência Brasil
O consumo recorde de energia na indústria registrado em julho, que superou em 13,7% o consumido do mesmo período do ano passado, e a alta do consumo médio residencial, de 4,2% - a maior desde 2001 - não representam ameaças ao abastecimento, pois o sistema está trabalhando com folga e sem gargalos ao crescimento. A análise é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que comentou a divulgação nesta segunda-feira (23/08) da mais recente edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, referente ao mês de julho.
“Nós estamos com excedente grande de energia elétrica. Com as obras contratadas até 2014, temos um excedente de 5 mil MW médios, que permite ao Brasil crescer 7% ao ano. A situação está totalmente sob controle e não há nenhum risco de desabastecimento. A energia elétrica não é um gargalo para o Brasil, que pode crescer a altas taxas, sem risco de faltar energia”, afirmou Tolmasquim.
Segundo ele, a construção de grandes hidrelétricas na região amazônica – Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu - são garantia de abastecimento futuro.
“Essas hidrelétricas estão tendo as obras antecipadas. O início da operação comercial de Santo Antônio será em dezembro de 2011 e Jirau vai ser antecipada em um ano. A tendência é de que Belo Monte adiante também e antecipe a geração”, disse o presidente da EPE.
De acordo com a resenha divulgada hoje, os números relativos a julho deste ano demonstram consumo de 34.382GWh, alta de 8,4% sobre julho do ano passado. De janeiro a julho, o aumento foi de 9,7% frente a igual período de 2009.
O destaque foi o consumo industrial, que atingiu 15.915GWh em julho, representando um crescimento de 13,7% sobre o mesmo mês de 2009. O maior consumo em julho havia sido alcançado em 2008, com 15.823GWh.
O consumo residencial registrou crescimento de 4,2% sobre julho de 2009, atingindo 8.447GWh, com 57,1 milhões de unidades consumidoras (3,5% superior ao ano passado). O consumo médio mensal, de janeiro a julho, por residência, ficou em 157,2KWh, o maior desde 2001, que foi de 163KWh para o mesmo período.
Para Tolmasquim, a expansão em 2010 não pode ser creditada apenas à comparação sobre o ano anterior, que ainda teve reflexos da crise econômica mundial, mas à aceleração do crescimento econômico do país e ao maior número de brasileiros que passam a fazer parte do sistema, por meio do programa Luz para Todos.
“Os dados mostram que o país está num período de crescimento bastante robusto da indústria e de aumento de renda da população, o que gera aumento do consumo residencial. O número de ligações também aumentou muito. Havia no país um contingente grande da população que não tinha energia elétrica e o Luz para Todos permitiu ligar essas pessoas à rede, o que significa maior consumo”. Segundo Tolmasquim, desde o início do programa, em 2004, até abril deste ano, foram incorporadas ao sistema 2,4 milhões de famílias, totalizando cerca de 12 milhões de pessoas.

Celesc busca crescimento com possível criação de empresa com 51% de capital privado

Conselho aprovou contratação de estudo para apontar melhor modelo de novas usinas

A Celesc vê no segmento de geração de energia uma oportunidade de ser grande, a exemplo de outras estatais do setor, como a Eletrosul, Copel e Cemig. A estratégia de crescimento traçada pela diretoria inclui um ingrediente polêmico: a criação de uma nova empresa formada com 51% de capital privado.


Com atuação concentrada na distribuição em Santa Catarina, um negócio que não permite uma expansão acelerada, o Conselho de Administração da Celesc aprovou a contratação de estudo que apontará o melhor modelo para transformar a Celesc Geração em uma empresa que poderá investir R$ 4 bilhões ou mais nos próximos anos na construção de novas usinas, como pequenas centrais hidrelétricas e outras maiores, tanto no Estado quanto em outras regiões do Brasil.


A ideia inicial é criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com 49% de capital estatal e 51% privado, mas pode ser outra alternativa, afirma o presidente da Celesc Holding, Sérgio Alves. Ele está à frente do projeto que conta com as participações diretas do presidente da Celesc Geração, Paulo Meller, e do diretor de Relações com Investidores (RI), Welson Teixeira.


Investir alto


A proposta de investir alto em geração é defendida há mais de um ano pelo conselheiro e maior acionista individual da empresa, Lirio Parisotto, e, agora, há consenso para sair do papel.


Além da aprovação unânime do Conselho de Administração, a mudança tem o apoio dos trabalhadores da Celesc, informa Meller.


Pela proposta inicial, a Celesc Geração vai participar da SPE com as suas 12 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), cujo valor de mercado varia, hoje, entre R$ 800 milhões a mais de R$ 1 bilhão. O setor privado deverá entrar com a outra parte.


O BNDES poderá financiar até 70% de novos projetos a juros baixos, desde que os 30% demais venham de recursos próprios. A soma dos recursos privados mais o crédito do banco pode alcançar R$ 4 bilhões.


Na atual condição de estatal, a Celesc Geração não pode obter recursos do BNDES, e isso a impede competir com as empresas privadas ou SPEs. Dependendo do resultado do estudo, uma segunda opção para levantar recursos (capitalizar, no jargão do mercado), pode ser a realização de uma oferta inicial de ações na Bovespa (IPO).


Lucro maior no futuro


As 12 PCHs geram, atualmente, 83 MW e, com os novos investimentos, a Celesc Geração poderá produzir 400 MW, uma alta de 381% que garantirá lucro maior no futuro. Além dessas usinas, a empresa tem mais nove projetos de PCHs em andamento, parte deles já em obras pelo modelo de SPE.


Conforme Paulo Meller, os ganhos virão das vendas de energia para distribuidoras e também no mercado livre, que permite maiores resultados.


Uma empresa forte em geração tornará a Celesc Holding maior e mais lucrativa, com ganhos para os acionistas e trabalhadores da estatal e para os catarinenses, explica Meller. Segundo ele, a comunidade vai ganhar com maior movimento econômico, geração de empregos, impostos e retorno em serviços públicos em função dos dividendos maiores ao governo do Estado.


O diretor de RI diz que, para os trabalhadores da Celesc Distribuição o fortalecimento da holding é positivo, mas a empresa terá, da mesma forma, que se ajustar à empresa de referência da Aneel.


CLT


O quadro da Celesc Geração conta com 55 trabalhadores. Como a nova empresa terá controle privado, seus trabalhadores serão regidos pela CLT, sem a estabilidade garantida aos funcionários da estatal.


Segundo Meller, ainda não dá para prever o número de trabalhadores da nova empresa mas, pelo perfil da atividade, há mais contratações na construção das usinas do que na fase de operação. Ele cita o caso da usina Pery, que a Celesc está construindo em Curitibanos. Ela emprega cerca de 300 pessoas na construção e, depois, quando estiver gerando, será controlada por 15 pessoas.


Welson Teixeira informa que deverá ser feita uma licitação para contratar a empresa que fará o estudo e o resultado deverá sair ainda este ano.


A expectativa da empresa é que, mesmo com a mudança de governo, o projeto tenha continuidade porque é a melhor forma de obter crescimento no setor e há consenso entre os acionistas.
Fonte: Diário Catarinense

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cabeamento Estruturado

Montar um rede local em uma Empresa é bem diferente do que montar uma rede doméstica.
Não apenas porque o trabalho é mais complexo,mas também porque existem normas mais estritas a cumprir. O padrão para instalação de redes locais em prédios é o ANSI/TIA/EIA-568-B, que especifica normas para a instalação do cabeamento, topologia da rede e outros quesitos, que genéricamente chamamos de Cabeamento Estruturado. No Brasil, temos a norma NBR 14565, publicada pela ABNT em 2001. 
Surge daí a necessidade da contratação de uma Empresa qualificada para a realização de tal projeto.  
A norma da ABNT é ligeiramente diferente da norma internacional, a começar pelos nomes, que são modificados e traduzidos para o português, por isso abordardamos os pontos centrais para que se entenda como o sistema funciona.
A idéia central do cabeamento estruturado é cabear todo o prédio de forma a colocar pontos de rede em todos os pontos onde eles possam ser necessários. Todos os cabos vão para um ponto central, onde ficam os switches e outros equipamentos de rede. Os pontos não precisam ficar necessariamente ativados, mas a instalação fica pronta e preparada para  ser utilizada a qualquer momento. É provado que,   é muito mais prático (e barato) instalar todo o cabeamento de uma vez, de preferência antes do local ser ocupado, do que ficar fazendo modificações cada vez que for necessário adicionar um novo ponto de rede. Podem existir alterações posteriores mas sempre seguindo um projeto estrutural.
O início: 
Tudo começa com a sala de equipamento (equipment room), que é a área central da rede, onde ficam os servidores, switches e os roteadores principais. A sala de equipamento deve ser uma área de acesso restrito, onde os equipamentos fiquem fisicamente protegidos.
Em um prédio, a sala de equipamento ficará normalmente no andar térreo. Seria inviável puxar um cabo separado para cada um dos pontos de rede do prédio, seguindo da sala de equipamento até cada ponto de rede individual, por isso é criado um segundo nível hierárquico, representado pelos armários de telecomunicações (telecommunications closed).
O armário de telecomunicações é um ponto de distribuição, de onde saem os cabos que vão até os pontos individuais. Normalmente é usado um rack, contendo todos os equipamentos, que é também instalado em uma sala ou em um armário também de acesso restrito.
Fora os switches, um equipamento muito utilizado no armário de telecomunicações é o patch panel ou painel de conexão. Ele é um intermediário entre as tomadas de parede e outros pontos de conexão e os switches da rede. Os cabos vindos dos pontos individuais são numerados e instalados em portas correspondentes do patch panel e as portas utilizadas são então ligadas aos switches:

Patch panel e detalhe dos conectores
Além de melhorarem a organização dos cabos, os patch panels permitem que se utilize um número muito maior de pontos de rede do que portas nos switches. A idéia é cabear todo o escritório, ou todo o andar do prédio, deixando todas as tomadas ligadas ao patch-panel. Se for um escritório novo, provavelmente poucas das tomadas serão utilizadas de início, permitindo o uso um único switch. Conforme mais tomadas passarem a ser usadas, adicionamos mais switches e outros componentes de rede.
Outra vantagem é que com os cabos concentrados no patch panel, tarefas como desativar um ponto ou ligá-lo a outro segmento da rede (ligando-o a outro switch ou roteador) ficam muito mais simples.
Os patch panels são apenas suportes, sem componentes eletrônicos e por isso são relativamente baratos. Eles são normalmente instalados em racks, junto com os switches e outros equipamentos. Os switches são ligados às portas do patch panel usando cabos de rede curtos, chamados de "patch cords" (cabos de conexão). Os patch cords são muitas vezes feitos com cabos stranded (os cabos de par trançado com várias fibras) de forma a serem mais flexíveis.
Cada andar tem um ou mais armários de telecomunicações (de acordo com as peculiaridades da construção e a distância a cobrir) e todos são ligados a um switch ou um roteador na sala de equipamento através de cabos verticais chamados de rede primária (eles são também chamados de cabeamento vertical ou de backbones). Se a distância permitir, podem ser utilizados cabos de par trançado, mas é muito comum usar cabos de fibra óptica para esta função.
Na entrada do prédio teríamos ainda a sala de entrada de telecomunicações, onde são conectados os cabos externos, como: linhas de telefones, links de Internet, cabos ligando o prédio a outros prédios vizinhos e assim por diante:

Temos em seguida a rede secundária (que na norma internacional é chamada de "horizontal cabling", ou cabeamento horizontal), que é composta pelos cabos que ligam o armário de telecomunicações às tomadas onde são conectados os PCs da rede. Estes são os cabos permanentes, que são instalados como parte do cabeamento inicial e continuam sendo usados por muito tempo.
Como se pode notar, este sistema prevê o uso de três segmentos de cabo:
a) O patch cord ligando o switch ao patch panel.
b) O cabo da rede secundária, ligando o patch panel à tomada na área de trabalho.
c) O cabo entre a tomada e o PC.
Dentro do padrão, o cabo da rede secundária não deve ter mais do que 90 metros, o patch cord entre o patch panel e o switch não deve ter mais do que 6 metros e o cabo entre a tomada e o PC não deve ter mais do que 3 metros.
Estes valores foram definidos tomando por base o limite de 100 metros para cabos de par trançado (90+6+3=99), de forma que, ao usar um cabo de rede secundária com menos de 90 metros, você pode usar um patch cord, ou um cabo maior para o PC, desde que o comprimento total não exceda os 100 metros permitidos.
Em um ambiente já existente, os cabos podem ser passados através de um teto falso, ou através das canaletas usadas pelos fios de telefone. Em casos extremos pode ser usado piso falso (piso elevado), permitindo que o cabeamento passe por baixo. O problema de se usar piso falso é que os suportes são caros. No caso de prédios em construção, é possível incluir canaletas específicas para os cabos de rede, facilitando o cabeamento:

As salas e os outros ambientes contendo as tomadas, onde ficam os micros, são chamadas de área de trabalho (work area), já que em um escritório corresponderiam às áreas úteis, onde os funcionários trabalham. Na norma da ABNT, as tomadas são chamadas de "pontos de telecomunicações" e não de "pontos de rede". Isso acontece porque o cabeamento estruturado prevê também o uso de cabos de telefone e de outros tipos de cabos de telecomunicação, não se limitando aos cabos de rede.  

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dispositivo DR ( diferencial-residual) utilização


Uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade
Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório:
a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro;
b) os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;
c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior da edificação;
d) os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas à lavagens;
d) os circuitos que, em edificações não residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas à lavagens;
NOTAS:
No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional do DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32A.
Fonte: Item 5.1.3.2 da NBR 5410:2004