terça-feira, 24 de agosto de 2010

Usina de Santo Antônio vai antecipar geração e aumentar a capacidade

A antecipação em um ano do começo de geração da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio deverá possibilitar a geração de mais 10,5 mil gigawatts-hora, uma energia suficiente para abastecer dois terços do Distrito Federal por um ano. 
O termo aditivo que permite iniciar a operação da usina em dezembro do ano que vem foi assinado nesta segunda-feira (23) na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo Eduardo de Melo Pinto, presidente da Santo Antônio Energia, responsável pela construção da usina, haverá um investimento extra de R$ 150 milhões para a antecipação. O leilão da hidrelétrica, realizado em dezembro de 2007, previa o começo de operação em dezembro de 2012. A Aneel já tinha autorizado anteriormente a antecipação para maio de 2012, e agora o cronograma foi antecipado novamente.
Pinto também garantiu que a empresa está estudando um acréscimo de garantia física da usina, com a implantação de mais quatro turbinas, além das 44 já previstas. Isso geraria um custo adicional de R$ 500 milhões ao projeto, que tem previsão inicial de R$ 13,5 milhões. A energia gerada pela usina passaria de 3.150 megawatts para 3.450 megawatts.
O presidente da Aneel, Nelson Hübner, disse que a Usina Hidrelétrica de Jirau, também deve antecipar seu cronograma da mesma forma, mas o pedido ainda não foi formalizado para a Aneel.
“Eu visitei a obra na semana passada, e com a velocidade que estão sendo implantados os dois empreendimentos, não temos dúvidas de que as duas hidrelétricas devem ser antecipadas”, afirmou Hübner. Ele disse que a empresa responsável pela construção de Jirau também pediu a modificação do projeto básico, para aumentar a geração de energia da hidrelétrica.  
(Fonte: Sabrina Craide/ Agência Brasil)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Energia Eólica: ventos favoráveis para grandes negócios

Por Júlio Santos, da Agência Ambiente Energia - Os ventos estão favoráveis neste final de agosto para a geração eólica no país. Nos dias 25 e 26, o governo realiza dois leilões de energia que contemplam esta fonte. 
Num deles, chamado de leilão de reserva, foram habilitadas 316 usinas eólicas, somando 8.202 MW. O outro (A-3), com a energia prevista para entrar no mercado em 2013, foram 320 eólicas, com 8.304 MW. Para completar a força que esta alternativa mostra nos últimos anos, de 31 de agosto a 2 de setembro, a indústria estará reunida no Brazil Windpower 2010, uma grande conferência de negócios do segmento, com 50 empresas expositoras de diveros países.
E os indicativos mostram que os ventos continuarão soprando nos próximos anos pela força desta alternativa limpa. Com a atualização do mapeamento eólico do país, a cargo do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), projeta-se um potencia de 350 a 400 gigawatts. O parque instalado brasileiro de eólica, hoje, conta com 45 parques, que somam 794 MW de potência. O crescimento desde dezembro de 2008 ficou em 132,8%. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o mercado já tem contratados 1808 MW, devendo movimentar de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões, até julho de 2012.
Em entrevista exclusiva à Agência Ambiente Energia, o secretário-executivo da ABEEólica, traça um panorama do atual momento do segmento de eólica, destacando pontos como tecnologias para aumentar a eficiência desta geração, potencial brasileiro, financiamento e conexão dessas usinas ao sistema elétrico, entre outros pontos.
Da Agência Ambiente Energia - Estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul estão mapeando seus potenciais eólicos. Ao que o senhor atribui o interesse pela energia eólica?
Pedro Perrelli- A energia eólica é uma fonte limpa, não utiliza água no processo ou para resfriamento dos equipamentos, não gera gases de efeito estufa (GEE), favorece a fixação do homem no campo, pois gera renda e valoriza as propriedades nas quais são feitos os empreeendimentos. E, além disso, atua em harmonia com a agroindústria, pois permite a utilização das áreas para atividade agrícoloa e pastoris. No Brasil, ela é 100% complementar com a hidráulica, inclusive por localização regional.
Agência Ambiente Energia – Estima-se que o país tenha um potencial para instalar até 150 mil MW de energia eólica. É isso mesmo?

Pedro Perrelli -
Segundo o Atlas Eólico Brasileiro, elaborado em 2000 pela Eletrobras, publicados em 2001, e que está desatualizado, o potencial eólico identificado é de 143 GW. Hoje, o Cepel está estudando a atualização do atlas a partir de solicitação de estudo do Ministério de Minas e Energia.

Agência Ambiente Energia – Quanto temos hoje instalados?
Pedro Perrelli - Hoje, o Brasil tem 45 parques eólicos instalados em operação, totalizando 794 MW de potência instalada.

Agência Ambiente Energia – Se levarmos em conta que este potencial foi medido com torres menores e hoje já temos torres acima de 100 metros, este potencial pode chegar a quanto?
Pedro Perrelli - A atualização do estudo poderá indicar um potencial que se situará em torno de 350 GW a 400 GW.
Agência Ambiente Energia – Um dos problemas para a expansão era a produção local dos equipamentos. Que impacto a chega de grandes fabricantes vai trazer para o setor?
Pedro Perrelli – O maior efeito foi o aumento da competitividade a condições de vento presentes em cada área. A variação dos modelos de aerogeradores permitiu uma melhor adaptação e, consequentemente, uma maior produção de energia em cada área, tornando os preços mais competitivos.

Agência Ambiente Energia – A busca pela eficiência e mais rendimento é uma tônica de hoje em dia. O que há de novo em termos de tecnologias para aumentar a produtividade das turbinas eólicas?
Pedro Perrelli - Basicamente, hoje existem máquinas mais “inteligentes”, que proporcionam um aumento da força tirada do movimento cinético do ar e um melhor perfil aerodinâmico das pás. Podemos citar também o aumento da altura das torres eólicas e o diâmetro dos rotores.
Agência Ambiente Energia – Este mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou de 14 para 16 anos o prazo para amortização de empréstimo para fontes alternativas, como a eólica. O que esperar desta medida?
Pedro Perrelli – Um prazo maior de carência e de pagamento facilita o retorno dos investimentos. Esse aumento iguala a condição entre a eólica e a hidráulica e isso é um sinal claro de que houve um forte interesse por parte do governo para mostrar que essas duas fontes energéticas têm a mesma importância.
Agência Ambiente Energia – Pelo número de projetos de eólicas listadas nos próximos leilões de alternativas, que acontecem esta semana, o preço da energia eólica está atraente. Eu posso fazer esta leitura ou o preço desta energia ainda está aquém?
Pedro Perrelli  - Está no limite da competitividade atual do segmento (o preço nos leilões é 167,00/MWh). Para que haja uma melhora, é necessário um regime tributário específico e que seja realizado, anualmente, um leilãõ exclusivo para a eólica com contratação média de 2.000 MW, durante 10 anos. Isso fará com que a base industrial cresça e o preço fique mais competitivo, como já aconteceu em outras indústrias como microinformática e a automobilística, para citarmos duas das mais significativas.
Agência Ambiente Energia – Vender excedentes para o mercado livre (voltado para os grandes consumidores de energia elétrica) pode ter que impactos para os investidores em eólicas?
Pedro Perrelli - Poderá ter um impacto maior, caso os preços sejam compensadores. Hoje, a ABEEólica está montanto um grupo de trabalho para estudar a implementação de energia eólica no mercado livre.
Agência Ambiente Energia – E a questão da conexção das usinas à rede está equacionada com os leilões de ICGs?
Pedro Perrelli - Não está completamente equacionada, principalmente, pela falta de uma linha principal, que sirva como uma espinha dorsal, que facilite conexões futuras de novos parques, principalmente no Nordeste, onde existe uma carência na capacidade de conexões na atual malha de transmissões.

Agência Ambiente Energia – O que teremos de novidades no Brazil WindPower 2010?
Pedro Perrelli – Vários fabricantes de aerogeradores, além de novas empresas de outras especialidades que estão entrando no mercado brasileiro, terão estandes para mostrar produtos que não são conhecidos pelo público em geral. O Brasil possui grande destaque na América Latina, pois representa 65% da produção de energia desta região. Além disso, o evento contará com palestrantes como Ricardo Simões, presidente da ABEEólica, Stve Sawyer, presidente da GWEC, e Stephen Miner, da AWEA.
Serviço
Evento: Brazil Windpower 2010
Data: de 31 de agosto a 2 de setembro
Local: Centro de Convenções Sulamérica – Rio de Janeiro
Organizadores: ABEEólica, Conselho Global de Energia Eólica (GWEC – Global Wind Energy Council) e Grupo CanalEnergia
Mais informações: http://www.brazilwindpower.org.br

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Termografia da Multidão- Feco Hamburger- Flip 2010

A instalação EX: o que os olhos não veem o financeiro não sente

Por Dácio de Miranda Jordão
As indústrias químicas, petroquímicas e de petróleo, ou seja, as que possuem áreas classificadas, têm sido objeto de um “golpe” quase sempre imperceptível, mas que pode comprometer cerca de 25% ou mais de seu investimento no projeto, construção e montagem de suas instalações elétricas, além de prejudicar o nível de segurança.
Se considerarmos que o custo da instalação elétrica em indústrias de processo (químicas, petroquímicas e de petróleo) corresponde a cerca de 8% a 10% do custo total do investimento, é possível imaginar o prejuízo que pode advir quando o item “classificação de áreas” não é bem administrado, pois esse item é a principal referência para o desenvolvimento do projeto, construção e montagem da instalação elétrica.
Isso se deve ao fato de que, se a classificação de áreas não for desenvolvida de forma criteriosa, por experts no assunto, o excesso de área classificada, resultado do trabalho simplista feito por quem não conhece o problema (oportunistas e curiosos), vai causar um aumento significativo na quantidade de equipamentos especiais (Ex) – em sua maioria à prova de explosão. Estes terão de ser adquiridos e montados, com consequente impacto em toda a instalação, acarretando um aumento no custo de aquisição que pode ultrapassar o valor de 25% de toda a instalação elétrica.
Para se ter uma ideia desse prejuízo, vamos imaginar uma planta química de custo estimado em 500 milhões de reais. O custo da instalação elétrica, com todos os seus equipamentos e acessórios, poderia chegar a 50 milhões de reais. Vamos supor que a classificação de áreas tenha sido elaborada por quem não conhece essa matéria e, como tradicionalmente acontece, há um excesso de áreas classificadas. Essa atitude poderá acarretar para a indústria um custo adicional desnecessário, de cerca de 12,5 milhões de reais.
Normalmente, quando alguém questiona esse excesso, a resposta é sempre a mesma: “estamos do lado da segurança”. Obviamente, por falta de informação, aquele que questionou fica satisfeito com a resposta e aceita o exagero como algo positivo.
Note-se que afirmar que se privilegiou o lado da segurança neste caso é uma inverdade, pois pode ocorrer exatamente o contrário, ou seja, quanto maior o número de equipamentos elétricos ou eletrônicos especiais (certificados), maior a probabilidade de gerar não conformidades, além do fato de que esses equipamentos são itens de controle do ponto de vista legal (por exemplo: certificados de conformidade fazem parte do prontuário de instalações previsto pela NR 10). É importante considerar também que a experiência tem mostrado que, nas indústrias em que há um número exagerado desse tipo de equipamentos, ocorre um comportamento psicológico comum ao pessoal que opera a unidade, no sentido de não dar a devida importância a eles (banalização), tratando-os como se fossem equipamentos comuns e não se importando com o aspecto do nível de segurança que fica comprometido por força das não conformidades.
Como ocorre (lamentavelmente) em muitas indústrias, quem contrata o serviço não tem capacidade de avaliar o que será fornecido e, por isso, essa questão não chega a ser motivo de preocupação; é o estado de felicidade por falta de conhecimento da realidade. Até hoje não existe no Brasil a prática da fiscalização das instalações do usuário por parte da autoridade competente, que seria o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mesmo havendo legislação do próprio MTE (NR 10) que obriga o atendimento às normas de instalação, bem como a execução de inspeção periódica em áreas classificadas, como meio de demonstrar a sua legalidade.
Porém, esse cenário pode sofrer mudanças em algum momento, tendo em vista o movimento que está sendo feito para chamar a atenção dos órgãos competentes no sentido de fazerem o seu “dever de casa”, ou seja, terem uma atitude mais coerente com a sua função de zelar pelo cumprimento da lei e a consequente segurança dos trabalhadores, preocupando-se com a instalação no ambiente de trabalho e não somente com a comercialização dos equipamentos Ex, o que seria de responsabilidade do Inmetro.
Espera-se que não seja necessário o estrondo trágico de uma explosão na indústria para que os responsáveis acordem de seu sono profundo!
Quanto à questão do prejuízo causado quando a classificação de áreas é feita por “curiosos”, poderíamos dizer que a solução definitiva somente será obtida quando os gerentes, executivos, proprietários ou responsáveis pelo gerenciamento do empreendimento obtiverem o devido conhecimento a respeito dessa fase tão importante do projeto do empreendimento.
Esse conhecimento levaria, por exemplo, ao estabelecimento de critérios mais rigorosos para a escolha do responsável pela execução do trabalho de classificação de áreas e de montagem da instalação Ex. Somente deveriam participar desses trabalhos as empresas ou profissionais que tivessem comprovadamente experiência em trabalhos desse tipo.
Em nossa opinião, todas as licitações para tarefas em atmosferas explosivas teriam de ser precedidas por uma pré-qualificação de empresas e profissionais para serem então convidados a apresentar suas propostas. Enquanto o foco ficar centrado apenas no menor preço, provavelmente continuaremos com o mesmo tipo de problema: as indústrias de processo vão continuar achando que fizeram excelente negócio, sem perceber que estão pagando a mais em equipamentos, acessórios de instalação e montagem valores que podem ultrapassar a 25% do custo da instalação elétrica do empreendimento e o que é até pior: vivendo uma pseudossegurança. Mas como diz o ditado: “O que os olhos não veem o financeiro não sente”.

Aneel pretende iniciar troca do parque de medidores em 2011

Agência está finalizando estudos sobre as características dos medidores que serão adotados.
O prejuízo anual causado por perdas de energia no Brasil passa de R$6 bilhões, podendo chegar a R$8,1 bilhões se forem contabilizados os impostos que deixam de ser arrecadados. Isso corresponde a 5,8% de toda a energia que é produzida no país. 



A fim de amenizar esse problema, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende substituir 60 milhões de aparelhos eletromecânicos por medidores eletrônicos em todo o País. Esse processo será iniciado no ano que vem.

“Estamos finalizando os estudos que indicarão o padrão dos equipamentos a serem adotados. Eles certamente passarão a ter um sistema de comunicação por faixa de rádio que possibilitará a leitura remota. Além disso, informarão sobre eventuais interrupções [do fornecimento de energia] e indicarão o nível de qualidade do serviço, com a possibilidade de registrar as variações de tensão da energia fornecida”, disse nesta quinta-feira (19/08) o diretor-geral da Aneel, Nelson Huber (foto), depois de participar de um evento sobre perdas na distribuição, em Brasília.
De acordo com ele, a definição do padrão de equipamento deve ser concluída até o fim do primeiro trimestre de 2011. “Ainda em 2010 definiremos os papéis [de cada entidade envolvida nesse processo] e pretendemos começar a mudar os equipamentos em 2011 para, em 2012, com a experiência adquirida, o plano já estar estruturado”, disse o diretor da Aneel.

“Será necessário encontrar formas de viabilizar a fabricação de todo esse equipamento, adaptando a indústria nacional à demanda que surgirá”, acrescentou. Hubner adiantou que entre as medidas de apoio que podem ser adotadas estão benefícios fiscais e financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A expectativa da agência é de que todo o processo de substituição dos medidores de energia leve entre seis e dez anos. Mas esse prazo, segundo Hubner, pode ser reduzido caso a adaptação dos fabricantes seja bem-sucedida.

“Nossa previsão é de que cada novo relógio custará entre R$200 e R$400, valor que varia em função do nível de sofisticação do equipamento”, disse o diretor.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Light investe e aposta em energia eólica

A Light vai intensificar os investimentos no setor de geração. A empresa, que distribui energia para 66 cidades do Rio de Janeiro, prevê investir R$ 1,5 bilhão nos próximos anos em parceria com a Cemig, sua principal acionista. 
À companhia fluminense, caberá um aporte de R$ 750 milhões, com 70% desse valor financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Entre as quatro novas usinas que serão construídas, estão duas eólicas. Serão os primeiros projetos da empresa envolvendo produção de energia elétrica a partir dos ventos. Previstas para o Ceará, terão potência de 35 MW (megawatts), mediante custo de R$ 150 milhões.

No primeiro semestre de 2010, a Light investiu R$ 34 milhões em projetos de geração. Em igual período em 2009, foram apenas R$ 2,7 milhões.

Todas as usinas vão agregar 255 MW ao parque de geração nacional. A Light ficará com metade disso, e com isso, terá capacidade instalada de 985 MW.

O principal investimento está previsto para a usina hidrelétrica de Itaocara, na divisão do Rio com Minas Gerais. Ainda sem licenciamento ambiental, a unidade custará R$ 1,1 bilhão e terá capacidade instalada de 195 MW.

Em andamento, está o erguimento da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Paracambi, que terá potência de 25 MW.

"A presença da Cemig estimula os investimentos em geração e nos dá mais agilidade. Diversificar nosso portfolio é importante", afirmou o diretor de energia da Light, Evandro Leite Vasconcelos. 
Fonte: www.cimm.com.br 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quadros elétricos

De acordo com o item 6.5.4 da ABNT NBR 5410:2004, os quadros montados em fábrica devem atender à norma ABNT NBR IEC 60439-1 e os quadros montados em obra devem apresentar segurança e desempenho equivalentes aos montados em fábrica. Isto significa que os quadros montados e obra devem ser inspecionados e testados conforme as recomendações da norma mencionada.

Devem ser previstos espaços de reserva no interior dos quadros visando a futuras ampliações. O espaço mínimo a ser deixado no quadro está indicado na Tabela 59 da norma reproduzida a seguir.

Tabela 59 – Espaço de reserva em quadros 
Quantidade de circuitos
efetivamente disponível
N
Espaço mínimo
destinado a reserva
(em número de circuitos)
Até 6
2
7 a 12
3
13 a 30
4
N > 30
0,15 N
Por exemplo, um quadro com dez circuitos, não importando se são circuitos monofásicos, bifásicos ou trifásicos, deve possuir, no mínimo, três espaços destinados a futuros circuitos. Uma boa prática de engenharia, neste caso, é prever para cada um dos três circuitos o maior espaço possível, ou seja, se existirem circuitos trifásicos no quadro, então podem ser previstos espaços para três futuros circuitos trifásicos. Se existirem circuitos bifásicos e não trifásicos, então se prevêem três espaços para circuitos bifásicos e o mesmo no caso de apenas existirem circuitos monofásicos.

É muito importante lembrar ainda que os quadros devem prever espaços para a instalação imediata ou futura de dispositivos protetores de surto (DPS), além dos dispositivos diferenciais residuais praticamente obrigatórios.

Os quadros elétricos também devem possuir, além da porta (externa) uma tampa interna que serve de barreira na proteção contra choques elétricos.

Os quadros devem ser instalados em locais de fácil acesso, sem objetos que obstruam a sua abertura, longe de botijões e pontos de gás. A menos que sejam especificamente construídos para esta finalidade, os quadros não devem ser instalados em locais frequentemente molhados ou com muita umidade, como no interior de banheiros com chuveiros ou em saunas.

Os quadros devem possuir identificação pelo lado externo que seja legível e não facilmente removível. Todos os seus componentes devem ser identificados de tal forma que possam ser reconhecidos os circuitos a eles associados e as suas funções. Estas identificações devem ser legíveis e corresponderem à notação que foi utilizada no projeto.

Em 6.5.4.10 e 6.5.4.11 da ABNT NBR 5410:2004, surge uma importante exigência, qual seja, a fixação no quadro (externa ou internamente) vinda de fábrica ou fixada na obra de uma advertência conforme indicado na Figura 1.